Aqui estão as principais tendências que moldam o mercado em meados de 2026.
Julho de 2026 marcou o quinto mês consecutivo de crescimento nos gastos com cartões cripto, com o volume subindo 19% em relação aos US$ 628,7 milhões de junho . Para contextualizar, os gastos mensais eram inferiores a US$ 1 milhão quando o rastreamento começou em outubro de 2023 . Os usuários fizeram 8,77 milhões de transações a partir de 158.857 endereços ativos apenas em julho . O valor médio por transação foi de aproximadamente US$ 86 .
A mudança estrutural mais significativa é o colapso das stablecoins atreladas ao euro e o domínio de suas contrapartes atreladas ao dólar. No início de 2024, as stablecoins atreladas ao euro, como a EURe, detinham 88% do mercado. Em julho de 2026, a participação da EURe caiu para apenas 2% .
Hoje, o USDC responde por 58% do volume de gastos com cartões cripto, e o USDT responde por 26% . Juntas, as stablecoins denominadas em dólar representam 84% de todos os gastos com cartão. Isso reflete o mercado mais amplo de stablecoins, onde o USDC agora carrega cerca de 70% do volume de transações on-chain ajustado, de acordo com as análises on-chain da Visa .
Diferentes blockchains processam fatias muito diferentes do volume de cartões cripto. Os dados do Paymentscan e da a16z mostram a seguinte distribuição em julho de 2026 :
| Blockchain | Participação no volume de cartões cripto |
|---|---|
| Optimism (L2 do Ethereum) | 29% |
| Solana | 19% |
| Base (L2 da Coinbase) | 19% |
| Gnosis | 2% (em forte queda) |
A Optimism detém a maior fatia, enquanto Solana e Base estão tecnicamente empatadas. A Gnosis, que já foi um player importante na era das stablecoins atreladas ao euro, foi reduzida a uma presença marginal . Na Solana, especificamente, os gastos mensais com cartões cripto atingiram um recorde de US$ 69,5 milhões em julho, liderados pela plataforma de cartão KAST, que capturou 89,7% do volume de cartões da Solana .
Os fluxos mensais de entrada em neobanks de stablecoin também ultrapassaram US$ 1 bilhão pela primeira vez em julho, um marco para o ecossistema mais amplo .
A Visa emergiu como a principal infraestrutura de pagamentos por trás desse crescimento. A empresa agora opera mais de 130 programas de cartão vinculados a stablecoins em mais de 50 países . Os próprios documentos corporativos da Visa confirmam esse número, e a empresa espera que esse número praticamente dobre em 2026 .
A Visa também expandiu seu piloto de liquidação com stablecoins para nove blockchains e fez uma parceria com a Bridge (empresa da Stripe) para levar cartões com stablecoins para mais de 100 países . O piloto atingiu uma taxa anualizada de US$ 7 bilhões em abril de 2026, após adicionar cinco novas blockchains: Arc, Base, Canton, Polygon e Tempo . Além dos cartões, a Visa estendeu a liquidação em USDC para bancos americanos e integrou stablecoins em sua infraestrutura principal de tesouraria e liquidação .
Stablecoins estão passando da negociação para pagamentos cotidianos. Os cartões cripto são a principal porta de entrada para usar stablecoins em comerciantes, contornando a necessidade de os comerciantes aceitarem cripto diretamente . Os gastos anualizados com cartões financiados por stablecoins atingiram cerca de US$ 18 bilhões no final de 2025, rivalizando com as transferências peer-to-peer de stablecoins (~US$ 19 bilhões) .
Acesso global a contas denominadas em dólar. Pessoas não residentes nos EUA agora podem manter e gastar dólares digitais (USDC/USDT) através de cartões Visa sem precisar de uma conta bancária tradicional americana. Isso é particularmente significativo na América Latina, África e partes da Ásia, onde a parceria Visa-Bridge foi lançada inicialmente em 18 mercados antes de se expandir .
Vento regulatório favorável. A aprovação de leis de stablecoins em 2025 tem sido citada como um catalisador para a aceleração nos volumes de gastos com cartões, fornecendo uma base legal mais clara para emissores e usuários .
A trajetória sugere que US$ 1 bilhão/mês está próximo. Com os gastos acumulados se aproximando de US$ 11 bilhões e as taxas mensais crescendo 19% mês a mês, a categoria parece a caminho de ultrapassar US$ 1 bilhão em gastos mensais em um futuro próximo .