É uma tacada agressiva. Mas, como tudo que é novo, carrega uma boa dose de incerteza: não há benchmarks públicos que validem essas alegações de performance.
A Xiaomi parece ter atacado diretamente as dores de cabeça mais comuns de quem usa dobráveis.
Em parceria com a Leica, a Xiaomi decidiu elevar o sarrafo fotográfico para um patamar inédito nos seus dobráveis. O conjunto traseiro triplo deve trazer:
Uma bateria de aproximadamente 6.000 mAh é um número que aparece com consistência em todos os rumores. É um tanque de guerra para um dobrável. Para completar, o aparelho deve trazer resistência total à água e um leitor de digitais na lateral .
O número de modelo 2608BPX34C praticamente entrega a data: agosto de 2026 (ano 2026, mês 08). Isso fecha certinho com o ciclo de dois anos após o lançamento do Mix Fold 4, que aconteceu em julho de 2024 .
Sobre o preço, as especulações convergem para a casa dos CNY 10.000, algo em torno de R$ 7.900 a R$ 8.500 na cotação atual (US$ 1.380–US$ 1.399) apenas no mercado chinês. É um aumento de mais ou menos 10% em relação ao preço de lançamento do anterior, posicionando o aparelho de frente com os principais concorrentes .
Ponto importante: a expectativa é de que o lançamento seja exclusivo para a China, sem previsão de chegada ao mercado global, o que o diferencia de outros flagships da marca como o MIX 5 (não-dobrável), que já teve lançamento internacional confirmado .
O Mix Fold 5 vai estrear no ringue mais disputado da história dos dobráveis. A briga promete ser boa.
A Samsung chega no terceiro trimestre de 2026 com a força da disponibilidade global e a maturidade da interface One UI. O que a Xiaomi coloca na mesa para contra-atacar é tanque de guerra: bateria bem maior (6.000 mAh contra rumores de ~5.000 mAh), resolução de câmera muito superior e um chip customizado com clock absurdo. A grande interrogação continua sendo a eficiência energética e térmica do Xring O3 contra o futuro Snapdragon da linha Galaxy.
Se depender da ficha técnica, o Vivo X Fold 6 será o maior desafio. Vazamentos indicam que ele virá com o mesmo sensor principal de 200 MP da Samsung, mas adiciona um canhão no departamento de bateria: incríveis ~7.000 mAh em um design de célula dupla, além de uma telefoto periscópio de 50 MP com lente telemacro e a mesma tela interna de 8,03 polegadas . A vantagem da Xiaomi fica por conta do chip proprietário e de um preço potencialmente mais baixo, já que o aparelho da Vivo deve usar um processador Snapdragon ou Dimensity.
Apesar da enxurrada de vazamentos, um ar de mistério paira no ar.