Os vídeos utilizam um estilo visual 'fofo' e 'estilo Pixar' que disfarça o conteúdo extremista, permitindo que ele contorne as políticas do TikTok, que proíbem rigorosamente conteúdo violento extremo . Como os personagens são frutas e verduras antropomórficas, e não humanos, o conteúdo não aciona os mesmos sistemas de detecção automatizada usados para violência no mundo real
. Um relatório da própria plataforma, a Avaliação de Risco da DSA de 2025, já havia mapeado riscos relacionados a conteúdo prejudicial, mas não especificamente este nicho
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O relatório da GNET identifica ligações explícitas a vários movimentos extremistas dentro desses clipes :
Os vídeos violentos fazem parte de uma ascensão mais ampla dos clipes 'brain rot' (podridão cerebral) — um termo que descreve os efeitos psicológicos e culturais do consumo constante de mídia rápida, fragmentada e superestimulante . Esses clipes geralmente começam como narrativas melodramáticas de romance, traição e escândalo estreladas por alimentos antropomórficos, mas depois escalam para violência gráfica explícita, incluindo 'mutilação extrema, tortura e violência hiper-realista'
. O gênero também é descrito como 'IA slop' — conteúdo de baixa qualidade, produzido em massa para maximizar cliques, visualizações e engajamento algorítmico com o mínimo de contribuição humana
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O relatório afirma que o 'potencial radicalizador' não reside apenas na mensagem ideológica, mas na 'normalização da crueldade, na dormência emocional e na cultura de choque amplificada por algoritmos' . A transição do humor surreal inofensivo para o gore gráfico de IA reflete uma 'erosão gradual dos limites emocionais por meio da exposição constante a imagens cada vez mais violentas e desumanizadoras'
. A exposição repetida reforça 'um fascínio pela violência pela violência', que o relatório chama de uma 'ode à violência' online que ganha terreno progressivamente entre os jovens usuários
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Como o conteúdo é barato e fácil de produzir em escala, um único criador pode inundar as plataformas com centenas de vídeos, amplificando o alcance de temas violentos . A GNET conclui que esses clipes representam um novo vetor para a radicalização online — um que explora formatos absurdistas gerados por IA, permanecendo em grande parte invisível para os atuais sistemas de moderação de conteúdo
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