Trump depois recuou, dizendo que nem os EUA nem os parceiros do Golfo são obrigados a contribuir e que os Estados do Golfo podem investir "se quiserem" — criando sinais mistos sobre a pressão dos EUA . O New York Times noticiou que a administração desenvolveu "soluções alternativas" para canalizar dinheiro para o Irã sem pagamentos diretos dos EUA, usando fundos soberanos do Golfo como intermediários
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Os investimentos já prometidos abrangem energia, logística, manufatura e transporte, com empresas dos EUA, Estados árabes do Golfo, Ásia, América do Sul e África já comprometidas .
Em fevereiro de 2026, após o colapso das negociações e a campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irã, Teerã lançou ataques com mísseis e drones contra todos os seis países do CCG: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Catar e Kuwait, além da Jordânia . Os países do CCG foram alvo de mais que o dobro de mísseis balísticos e cerca de 20 vezes mais drones do que Israel
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Analistas do Chatham House observam que, apesar de os países do CCG mediarem ativamente para evitar a guerra, o Irã retaliou bombardeando-os de qualquer maneira, queimando qualquer boa vontade restante .
Os Estados do Golfo temem que enviar US$ 300 bilhões para a economia iraniana, mesmo por meio de uma estrutura de investimento privado, fortaleça diretamente a desestabilização regional iraniana — especialmente financiando as redes de representantes e os programas de mísseis do Irã que acabaram de ser usados contra eles . Como declarou o secretário-geral do CCG, os ataques marcaram "um ponto de virada na relação e na situação entre o Irã e os países do CCG"
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Autoridades iranianas apresentaram o fundo como uma compensação por terem sido vítimas de agressão — uma posição que os Estados do Golfo rejeitam firmemente. Ghalibaf afirmou que "o outro lado não está disposto a aceitar que foi o agressor" . Os Estados do Golfo, que sofreram bilhões em danos com os ataques iranianos e o fechamento do Estreito de Ormuz — que ameaçou 22% da produção global de petróleo bruto — consideram profundamente injusto ser solicitados a financiar a reconstrução do Irã
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A mudança de posição pública de Trump — negando relatos de que os EUA ou parceiros do Golfo seriam obrigados a contribuir, depois dizendo que os Estados do Golfo podem investir "se quiserem" — oferece pouca cobertura política para líderes do Golfo que enfrentariam rejeição interna por financiar um país que acabou de bombardear seus civis . O Jerusalem Post noticia que as nações do Golfo estão "hesitantes" e resistem nos bastidores, vendo o fundo como um mecanismo que efetivamente recompensaria a agressão iraniana e reconstruiria a capacidade de Teerã para futuras coerções
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Embora estruturado como um veículo de investimento privado com mais da metade já comprometida por empresas, espera-se que os Estados do Golfo sejam a principal fonte do capital restante. Autoridades dos EUA pediram informalmente aos países do Golfo que forneçam fundos de reconstrução pós-guerra, e o NYT noticiou que a administração está fazendo lobby junto aos fundos soberanos do Golfo .
Para os Estados do Golfo, a equação central permanece inalterada: estão sendo solicitados a ajudar a reconstruir a capacidade militar e econômica de um país que — há apenas alguns meses — atacou suas cidades, mirou em suas refinarias e ameaçou seus cidadãos. Nenhuma estrutura de investimento, por mais cuidadosamente rotulada que seja, pode apagar essa memória recente.
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