A OpenAI anunciou o acordo para comprar a Ona, startup especializada em ambientes de execução em nuvem seguros para agentes de IA, em 11 de junho de 2026 . Os detalhes financeiros não foram revelados. A transação ainda precisa de aprovações regulatórias e as duas empresas continuam independentes até lá .
Quando a compra for finalizada, toda a equipe e tecnologia da Ona serão integradas à divisão Codex da OpenAI, o time por trás da plataforma de codificação que mais cresce na empresa .
A Ona não é uma empresa nova. Foi fundada em 2020 como Gitpod, um ambiente de desenvolvimento em nuvem acessado pelo navegador que atraiu mais de 2 milhões de devs . Em 2 de setembro de 2025, mudou de nome para Ona e fez uma virada de chave: deixou de focar em uma IDE online para se tornar o que chama de “centro de controle da sua equipe pessoal de agentes de engenharia de software autônomos” .
Foi uma resposta à ascensão dos grandes modelos de linguagem (LLMs) capazes de escrever, testar e depurar código . A visão é transformar o papel do desenvolvedor de "mão na massa" para "maestro de software" — um estrategista que planeja, delega e revisa o trabalho dos agentes de IA .
A plataforma da Ona foi construída sobre três componentes principais, pensados para gerenciar com segurança todo o ciclo de vida de um agente de IA .
Nas equipes de engenharia da própria Ona, os agentes foram coautores de 60% dos pull requests mesclados e contribuíram com 72% do código que entrou em produção . A empresa afirmou que o número de sessões de seus agentes cresceu 13 vezes só em 2026 .
A lógica estratégica é simples. O Codex evoluiu de um assistente de código para um agente com o qual analistas, desenvolvedores e outros profissionais executam tarefas que duram horas ou dias — pesquisas, análises, automação de fluxos e criação de apps. Até agora, esses agentes paravam de trabalhar no momento em que o usuário fechava o laptop .
A tecnologia da Ona resolve isso com ambientes de nuvem seguros e persistentes, onde os agentes podem continuar rodando, acessando as ferramentas e o contexto de que precisam ao longo do tempo . A OpenAI disse que a integração vai “expandir o Codex para além do trabalho atrelado a um único dispositivo ou sessão ativa, ajudando mais organizações a implantar agentes com segurança em produção” .
Thibault Sottiaux, líder de produtos principais da OpenAI, afirmou que o acordo tornará o Codex “mais fácil de implantar com segurança nos fluxos de produção de clientes que operam com os mais altos padrões de confiança e escala” . O CEO da Ona, Johannes Landgraf, escreveu no LinkedIn que a aquisição ampliou o “trabalho de uma vida” da empresa .
Nove dias antes do anúncio da Ona, em 2 de junho de 2026, a OpenAI revelou que o Codex havia passado de 5 milhões de usuários ativos por semana — um aumento de mais de 6 vezes desde o lançamento do app para desktop em fevereiro .
Dois pontos chamam a atenção. Primeiro, profissionais de escritório — analistas, marqueteiros, designers e operadores — já representam cerca de 20% dos usuários do Codex e estão crescendo três vezes mais rápido que os desenvolvedores . Segundo, o Codex está sendo cada vez mais usado como ferramenta para o trabalho de colarinho branco, não apenas para programar. Os usuários criam relatórios, planilhas, apresentações, contratos e ferramentas leves que antes exigiriam um time de engenharia .
Na mesma transmissão ao vivo “Intelligence at Work”, a OpenAI lançou seis plugins específicos para funções profissionais, um recurso de publicação de apps chamado Codex Sites e um sistema de Annotations para editar trechos específicos de documentos . O Codex agora se integra com mais de 90 aplicativos parceiros, incluindo Canva, Figma, Slack, Notion e Spotify .
O crescimento explosivo de usuários fez da questão da infraestrutura uma urgência: se milhões de pessoas estão colocando agentes para trabalhos de longa duração, esses agentes precisam de um lugar para morar. A Ona é esse lugar.
O maior desafio empresarial da OpenAI é tirar os agentes de IA dos ambientes de teste e colocá-los em produção, onde segurança, conformidade e governança são inegociáveis. A Ona se encaixa nesse plano como uma luva.
O modelo de VPC controlada pelo cliente da Ona permite que as empresas mantenham suas fronteiras de dados e infraestrutura intactas enquanto os agentes do Codex fazem o trabalho. Os agentes ganham um ambiente seguro e persistente, com registro de auditoria e isolamento a nível de kernel — exatamente o que setores regulados exigem .
Esse acordo também sinaliza como a OpenAI está posicionando o Codex como uma plataforma, não apenas uma ferramenta. Ao comprar a camada de orquestração, a OpenAI garante uma experiência integrada: o modelo, o agente e, agora, o ambiente de nuvem persistente onde o trabalho realmente é feito.
A compra da Ona não é um movimento isolado. A OpenAI acelerou drasticamente seu motor de M&A em 2026. Até o final de março, já havia fechado seis aquisições apenas no primeiro trimestre — quase igualando os oito negócios de 2025 inteiro .
Segundo dados do Crunchbase, a OpenAI comprou 17 empresas nos últimos três anos, mirando ferramentas de desenvolvimento, segurança, saúde, mídia e infraestrutura de nuvem . Entre as aquisições de destaque estão:
Cada compra preenche uma lacuna na cadeia de valor da IA, do design de hardware às ferramentas de treinamento de modelos e à implantação empresarial . A Ona adiciona a camada de execução em nuvem — um passo fundamental à medida que os agentes se tornam mais autônomos e persistentes.
Em 8 de junho de 2026 — três dias antes do anúncio da Ona — a OpenAI protocolou de forma confidencial uma minuta de registro S-1 na SEC para sua oferta pública inicial de ações (IPO) . Esse tipo de protocolo, nos EUA, permite que a empresa trabalhe na revisão do documento com a CVM local em sigilo, antes de abrir seus números ao público.
O contexto do IPO afia a lógica do negócio. Quando uma empresa está prestes a encarar o escrutínio do mercado, comprar infraestrutura que demonstre segurança empresarial, uso recorrente e capacidade de produção não é apenas estratégico — é existencial. A Ona entrega uma resposta concreta à pergunta que todo investidor da bolsa vai fazer: como seus agentes rodam, de verdade, dentro de uma empresa real?
O quadro está claro: a OpenAI está correndo para construir uma plataforma empresarial completa e defensável antes de abrir o capital. A Ona é a peça mais recente — e uma das mais reveladoras — desse quebra-cabeça.
A OpenAI anunciou o acordo para comprar a Ona, startup especializada em ambientes de execução em nuvem seguros para agentes de IA, em 11 de junho de 2026 . Os detalhes financeiros não foram revelados. A transação ainda precisa de aprovações regulatórias e as duas empresas continuam independentes até lá .
Quando a compra for finalizada, toda a equipe e tecnologia da Ona serão integradas à divisão Codex da OpenAI, o time por trás da plataforma de codificação que mais cresce na empresa .
A Ona não é uma empresa nova. Foi fundada em 2020 como Gitpod, um ambiente de desenvolvimento em nuvem acessado pelo navegador que atraiu mais de 2 milhões de devs . Em 2 de setembro de 2025, mudou de nome para Ona e fez uma virada de chave: deixou de focar em uma IDE online para se tornar o que chama de “centro de controle da sua equipe pessoal de agentes de engenharia de software autônomos” .
Foi uma resposta à ascensão dos grandes modelos de linguagem (LLMs) capazes de escrever, testar e depurar código . A visão é transformar o papel do desenvolvedor de "mão na massa" para "maestro de software" — um estrategista que planeja, delega e revisa o trabalho dos agentes de IA .
A plataforma da Ona foi construída sobre três componentes principais, pensados para gerenciar com segurança todo o ciclo de vida de um agente de IA .
Nas equipes de engenharia da própria Ona, os agentes foram coautores de 60% dos pull requests mesclados e contribuíram com 72% do código que entrou em produção . A empresa afirmou que o número de sessões de seus agentes cresceu 13 vezes só em 2026 .
A lógica estratégica é simples. O Codex evoluiu de um assistente de código para um agente com o qual analistas, desenvolvedores e outros profissionais executam tarefas que duram horas ou dias — pesquisas, análises, automação de fluxos e criação de apps. Até agora, esses agentes paravam de trabalhar no momento em que o usuário fechava o laptop .
A tecnologia da Ona resolve isso com ambientes de nuvem seguros e persistentes, onde os agentes podem continuar rodando, acessando as ferramentas e o contexto de que precisam ao longo do tempo . A OpenAI disse que a integração vai “expandir o Codex para além do trabalho atrelado a um único dispositivo ou sessão ativa, ajudando mais organizações a implantar agentes com segurança em produção” .
Thibault Sottiaux, líder de produtos principais da OpenAI, afirmou que o acordo tornará o Codex “mais fácil de implantar com segurança nos fluxos de produção de clientes que operam com os mais altos padrões de confiança e escala” . O CEO da Ona, Johannes Landgraf, escreveu no LinkedIn que a aquisição ampliou o “trabalho de uma vida” da empresa .
Nove dias antes do anúncio da Ona, em 2 de junho de 2026, a OpenAI revelou que o Codex havia passado de 5 milhões de usuários ativos por semana — um aumento de mais de 6 vezes desde o lançamento do app para desktop em fevereiro .
Dois pontos chamam a atenção. Primeiro, profissionais de escritório — analistas, marqueteiros, designers e operadores — já representam cerca de 20% dos usuários do Codex e estão crescendo três vezes mais rápido que os desenvolvedores . Segundo, o Codex está sendo cada vez mais usado como ferramenta para o trabalho de colarinho branco, não apenas para programar. Os usuários criam relatórios, planilhas, apresentações, contratos e ferramentas leves que antes exigiriam um time de engenharia .
Na mesma transmissão ao vivo “Intelligence at Work”, a OpenAI lançou seis plugins específicos para funções profissionais, um recurso de publicação de apps chamado Codex Sites e um sistema de Annotations para editar trechos específicos de documentos . O Codex agora se integra com mais de 90 aplicativos parceiros, incluindo Canva, Figma, Slack, Notion e Spotify .
O crescimento explosivo de usuários fez da questão da infraestrutura uma urgência: se milhões de pessoas estão colocando agentes para trabalhos de longa duração, esses agentes precisam de um lugar para morar. A Ona é esse lugar.
O maior desafio empresarial da OpenAI é tirar os agentes de IA dos ambientes de teste e colocá-los em produção, onde segurança, conformidade e governança são inegociáveis. A Ona se encaixa nesse plano como uma luva.
O modelo de VPC controlada pelo cliente da Ona permite que as empresas mantenham suas fronteiras de dados e infraestrutura intactas enquanto os agentes do Codex fazem o trabalho. Os agentes ganham um ambiente seguro e persistente, com registro de auditoria e isolamento a nível de kernel — exatamente o que setores regulados exigem .
Esse acordo também sinaliza como a OpenAI está posicionando o Codex como uma plataforma, não apenas uma ferramenta. Ao comprar a camada de orquestração, a OpenAI garante uma experiência integrada: o modelo, o agente e, agora, o ambiente de nuvem persistente onde o trabalho realmente é feito.
A compra da Ona não é um movimento isolado. A OpenAI acelerou drasticamente seu motor de M&A em 2026. Até o final de março, já havia fechado seis aquisições apenas no primeiro trimestre — quase igualando os oito negócios de 2025 inteiro .
Segundo dados do Crunchbase, a OpenAI comprou 17 empresas nos últimos três anos, mirando ferramentas de desenvolvimento, segurança, saúde, mídia e infraestrutura de nuvem . Entre as aquisições de destaque estão:
Cada compra preenche uma lacuna na cadeia de valor da IA, do design de hardware às ferramentas de treinamento de modelos e à implantação empresarial . A Ona adiciona a camada de execução em nuvem — um passo fundamental à medida que os agentes se tornam mais autônomos e persistentes.
Em 8 de junho de 2026 — três dias antes do anúncio da Ona — a OpenAI protocolou de forma confidencial uma minuta de registro S-1 na SEC para sua oferta pública inicial de ações (IPO) . Esse tipo de protocolo, nos EUA, permite que a empresa trabalhe na revisão do documento com a CVM local em sigilo, antes de abrir seus números ao público.
O contexto do IPO afia a lógica do negócio. Quando uma empresa está prestes a encarar o escrutínio do mercado, comprar infraestrutura que demonstre segurança empresarial, uso recorrente e capacidade de produção não é apenas estratégico — é existencial. A Ona entrega uma resposta concreta à pergunta que todo investidor da bolsa vai fazer: como seus agentes rodam, de verdade, dentro de uma empresa real?
O quadro está claro: a OpenAI está correndo para construir uma plataforma empresarial completa e defensável antes de abrir o capital. A Ona é a peça mais recente — e uma das mais reveladoras — desse quebra-cabeça.