A principal ameaça ao lançamento não está, aparentemente, no novo processo de fabricação de 2 nm. Segundo o analista de semicondutores Tim Culpan, da Culpium, a TSMC teria cerca de US$ 1 bilhão em wafers já fabricados e testados do A20 Pro parados em estoque .
Esses wafers ainda não poderiam avançar para o empacotamento InFO-PoP porque os chips de memória DRAM LPDDR5X necessários não teriam chegado. Em termos simples, o processador estaria pronto, mas não poderia ser transformado no pacote final usado no iPhone sem a memória correspondente.
Os relatos afirmam que o processo N2 da TSMC apresenta bom rendimento e volume de produção. Assim, a disponibilidade de DRAM teria se tornado o principal limitador da fabricação do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max . Culpan classificou a situação como “fascinante”, justamente porque o componente mais avançado — o processador — não seria o elemento que estaria travando a produção .
A Apple depende principalmente da Micron para o fornecimento de DRAM, com volumes adicionais da SK Hynix e da Samsung . Um acordo que não avançou com a fabricante chinesa CXMT teria agravado a dificuldade para garantir memória suficiente .
Fontes ligadas à cadeia de produção ainda esperam que a Apple consiga atender à demanda inicial . O risco maior estaria no período posterior ao lançamento: os envios podem ficar mais lentos, os prazos de entrega online podem aumentar e as lojas podem esgotar rapidamente seus estoques se a escassez persistir .
Portanto, os relatos não indicam necessariamente um adiamento do evento ou do lançamento. O cenário mais provável descrito pelas fontes é o de disponibilidade limitada, especialmente nos modelos Pro, ao longo do ciclo comercial do iPhone 18.
Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre fiscal de 2026, realizada em 30 de julho, Tim Cook afirmou que as restrições de fornecimento deveriam “aumentar significativamente” no trimestre de setembro, afetando iPhone, iPad e Mac .
O então CEO também citou limitações na fabricação de chips avançados e descreveu o cenário de custos de memória como uma “inundação de cem anos” — uma expressão que, segundo ele, nunca havia usado em mais de quatro décadas no setor .
A Apple já havia elevado os preços de alguns produtos de hardware em junho para compensar o aumento dos custos de memória . Para o trimestre de setembro, a empresa projetou crescimento de receita entre 9% e 11%, abaixo da expectativa superior a 12% compilada pela FactSet . Cook também disse que a Apple estava “correndo para resolver o problema do lado da oferta” e operando com flexibilidade limitada na cadeia de fornecimento .
Outro rumor importante é que a Apple pode mudar o calendário tradicional do iPhone em 2026. Várias fontes afirmam que a empresa não lançará um iPhone 18 convencional no evento de outono. A apresentação de setembro teria três modelos principais:
Nesse cenário, o iPhone 18 sem a marca Pro ficaria para a primavera de 2027 . A estratégia permitiria que a Apple concentrasse o lançamento de setembro nos modelos premium e em seu primeiro aparelho dobrável, embora a mudança ainda não tenha sido confirmada pela empresa.
Detalhes como a cor Dark Cherry, a Dynamic Island menor, o MagSafe de 25 W e o sistema de três câmeras de 48 MP continuam baseados em vazamentos, fotos de modelos de teste e registros regulatórios. Mesmo quando aparecem em mais de uma fonte, eles só poderão ser tratados como confirmados após o evento oficial da Apple em setembro.
Já o alerta sobre a cadeia de fornecimento tem respaldo mais sólido: a escassez de DRAM foi associada a relatos de Tim Culpan e às declarações feitas pela Apple em sua teleconferência de resultados. Por enquanto, o problema parece ameaçar mais a quantidade de unidades disponíveis e os prazos de entrega do que a realização do lançamento em si.