Cada fragata deve custar pouco mais de 10 bilhões de coroas suecas, dependendo da configuração final de armamentos, levando o programa total para mais de €3,5 bilhões (cerca de US$ 4 bilhões).
Antes da decisão final, a Suécia avaliou propostas de vários estaleiros europeus. Os principais concorrentes foram:
O governo sueco acabou optando pela solução francesa. Entre os fatores citados nos relatórios estão:
Para acelerar o processo, a Suécia decidiu adotar um projeto existente em vez de desenvolver um navio totalmente novo.
O planejamento atual indica:
Alguns relatórios sugerem um ritmo aproximado de um navio por ano a partir de 2030, embora o cronograma ainda possa sofrer ajustes conforme os contratos finais forem definidos.
Um dos objetivos centrais do programa é ampliar a proteção contra ameaças aéreas e de mísseis.
Autoridades suecas afirmam que as novas fragatas podem triplicar a capacidade de defesa aérea do país quando estiverem plenamente operacionais.
O projeto FDI normalmente integra sistemas modernos de defesa aérea naval, incluindo mísseis da família Aster, como o Aster 30, capazes de interceptar aeronaves e alguns tipos de mísseis em distâncias maiores.
A configuração exata dos armamentos que a Suécia instalará ainda não foi divulgada oficialmente.
Durante décadas, a Suécia concentrou sua defesa naval em navios menores e furtivos voltados para combate costeiro, como as corvetas da classe Visby.
As fragatas da classe Luleå representam uma mudança clara: navios maiores e com autonomia para operações prolongadas e controle marítimo em áreas mais amplas do Mar Báltico.
Segundo líderes da marinha sueca, o foco estratégico evolui de simplesmente negar o acesso de adversários à região para estabelecer e manter controle marítimo no Báltico.
A entrada recente da Suécia na OTAN aumentou a importância estratégica do Mar Báltico. As novas fragatas podem desempenhar vários papéis dentro da aliança:
Com essas capacidades, a Suécia reforça significativamente o flanco norte da OTAN e melhora a capacidade coletiva da aliança de operar em uma região marcada por tensões crescentes com a Rússia.
O programa da classe Luleå representa a introdução dos maiores navios de superfície suecos em quase meio século e faz parte de uma modernização mais ampla das forças armadas do país.
Ainda que detalhes técnicos — como sensores e armamentos definitivos — continuem sendo ajustados, a decisão deixa clara a direção estratégica: a Suécia pretende operar uma marinha capaz de combate naval de alta intensidade e integração plena com operações da OTAN no Mar Báltico e em regiões próximas.