O chip é fabricado em processo de 6nm, o que é fundamental para sua eficiência energética superior em comparação com os Intel N-series (que usam Intel 7) .
A principal alegação de desempenho da Qualcomm é de 67% mais desempenho da CPU quando operando na bateria em comparação com o Intel N250 (Alder Lake-N / Twin Lake), seu concorrente direto no segmento de notebooks abaixo de US$ 300 .
Isso é significativo porque os chips Intel N-series costumam reduzir drasticamente o desempenho quando o notebook está desconectado da tomada para economizar bateria. A Qualcomm afirma que o Snapdragon C mantém um desempenho consistente e responsivo, esteja o aparelho plugado ou não . A empresa também divulga que o chip oferece bateria para o dia todo, mas não divulgou números específicos de horas de reprodução de vídeo ou autonomia em navegação
.
Importante: Ainda não há benchmarks independentes disponíveis. Os resultados divulgados são da própria Qualcomm. O desempenho com o notebook plugado na tomada (modo AC) permanece um mistério .
Apesar de ter um NPU (Unidade de Processamento Neural) dedicado, o Snapdragon C não atende aos requisitos mínimos para a certificação Copilot+ da Microsoft . O NPU Hexagon integrado tem capacidade de processamento bem abaixo dos 40 TOPS (trilhões de operações por segundo) exigidos pela Microsoft para habilitar o pacote completo de IA do Windows
.
Isso significa que notebooks com Snapdragon C não poderão rodar os recursos de IA mais avançados do Windows 11, como:
Por outro lado, funcionalidades mais básicas de IA, como os Efeitos do Windows Studio (desfoque de fundo, enquadramento automático em chamadas de vídeo) continuarão funcionando normalmente, processadas localmente pelo NPU .
A Qualcomm confirmou que os primeiros notebooks com Snapdragon C chegarão ao mercado no segundo semestre de 2026. Os parceiros iniciais são:
O preço de US$ 300 é uma orientação da Qualcomm para os fabricantes (OEMs), não um preço fixo. O valor final será definido por cada marca . No Brasil, com impostos e margens locais, é esperado que esses notebooks cheguem ao consumidor final na faixa dos R$ 1.800 a R$ 2.500, disputando espaço com Chromebooks e notebooks básicos com processadores Intel.
O Snapdragon C parece ser uma opção interessante para quem busca um notebook básico para navegação na web, streaming de vídeo, edição de documentos e tarefas do dia a dia, com a promessa de boa autonomia de bateria e preço acessível. No entanto, o público que busca recursos avançados de IA integrados ao Windows terá que investir em um notebook da série Snapdragon X, que são mais caros e possuem certificação Copilot+.
A grande vantagem sobre os concorrentes diretos (Intel N-series) deve ser a eficiência energética e o desempenho consistente na bateria. A desvantagem é a limitação no ecossistema de software Windows on ARM, que, embora tenha evoluído, ainda pode apresentar problemas de compatibilidade com alguns aplicativos e jogos mais antigos.
No fim das contas, o Snapdragon C pode ser a peça que faltava para popularizar o Windows em ARM e dar uma sacudida no mercado de notebooks de entrada, que estava estagnado há anos. Resta aguardar os primeiros testes independentes e a chegada dos produtos às lojas para confirmar se a promessa se transforma em realidade.