De acordo com uma investigação do site Drop Site News, publicada em 5 de agosto de 2026, Lichner é acusado de sistematicamente enviar documentos confidenciais da ONU e inteligência política para diplomatas israelenses ao longo de dois anos, entre 2014 e 2015 . As evidências vêm de um arquivo de e-mails hackeados do ex-embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, obtido pelo site de compartilhamento de arquivos Distributed Denial of Secrets e revisado pelo Drop Site News .
Resumos classificados de reuniões: Lichner enviou a diplomatas israelenses resumos de reuniões internas da ONU, incluindo discussões sobre atividade de assentamentos israelenses e resoluções da ONU . Em fevereiro de 2015, ele enviou um "resumo interno classificado" de reuniões privadas realizadas por Zeid Ra'ad Al-Hussein, então alto comissário da ONU para Direitos Humanos, durante uma visita a Washington. O e-mail foi prefaciado com: "Para seus olhos apenas. Não encaminhe" e endereçado ao embaixador Prosor e ao diplomata Ronny Leshno-Yaar .
Rascunho de correspondência com líderes mundiais: Em uma ocasião, Lichner compartilhou o rascunho de uma carta do então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a um oficial da Liga Árabe antes de ela ser finalizada. Esse aviso prévio permitiu que autoridades israelenses tentassem influenciar o texto final .
Aviso prévio sobre relatório de Gaza: Em fevereiro de 2015, Lichner alertou diplomatas israelenses sobre um próximo relatório de investigação da ONU sobre o conflito de 2014 em Gaza e suas prováveis conclusões. Isso deu a Israel tempo para preparar uma resposta antes da divulgação pública do relatório .
Inteligência política interna da ONU: Ele forneceu briefings privados sobre as posições de altos funcionários da ONU, debates internos sobre resoluções relacionadas a Israel e alertas antecipados sobre movimentos diplomáticos contrários aos interesses israelenses . O material ajudou autoridades israelenses a desenvolver estratégias de lobby e comunicação sobre Gaza, Cisjordânia e pressão no Congresso dos EUA .
O arquivo de e-mails hackeados cobre apenas os anos de 2014 a 2015. De acordo com a investigação, não há evidências de que a conduta tenha continuado depois que Lichner deixou o UNFPA ou de que o UNICEF tinha conhecimento disso enquanto ele trabalhava lá . O cargo atual de Lichner no UNICEF não é alvo de alegações de atividade semelhante.
Os e-mails foram obtidos de um banco de dados pertencente a Ron Prosor e publicados pelo Distributed Denial of Secrets, um site de denúncias e transparência. Acredita-se que o grupo de hackers iraniano Handala seja o responsável pela invasão . O Drop Site News revisou a correspondência e publicou suas descobertas .
Em 7 de agosto de 2026, o vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq, confirmou que o UNICEF está tomando providências. Pontos-chave de sua declaração:
De acordo com vários veículos de notícias, Lichner foi colocado em licença administrativa enquanto a investigação está em andamento .
A investigação está em andamento. Até 8 de agosto de 2026, nenhuma acusação formal foi anunciada e nenhuma conclusão foi tornada pública . A ONU não divulgou um cronograma para qualquer ação ou relatório adicional.
Este caso levanta questões significativas sobre a confidencialidade e a segurança dos processos internos da ONU, especialmente em relação a assuntos politicamente sensíveis, como investigações sobre Israel e Palestina. Também destaca as vulnerabilidades representadas por funcionários que transitam entre cargos diplomáticos nacionais e funções no serviço público internacional, onde lealdades concorrentes podem criar conflitos de interesse.
Por enquanto, a resposta da ONU permanece interna e confidencial. As implicações mais amplas para os protocolos da ONU, a confiança diplomática e a integridade das investigações internacionais provavelmente serão debatidas à medida que mais detalhes surgirem.