A BASF levou a Apple à Justiça dos Estados Unidos por causa do Face ID. As autoras são as subsidiárias trinamiX Sensing LLC e trinamiX GmbH, que protocolaram a ação em 3 de setembro de 2026 na divisão de Midland do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Oeste do Texas. O processo é o trinamiX Sensing LLC et al. v. Apple, Inc., de nº 7:26-cv-00348.
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A alegação central é que versões mais recentes do Face ID usam, sem autorização, métodos patenteados para diferenciar pele humana de materiais artificiais durante a autenticação facial. Isso ainda é uma acusação apresentada na ação — não uma decisão judicial de que a Apple infringiu patentes. A Apple não havia se manifestado publicamente de imediato.
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O que a BASF diz que foi violado
A trinamiX afirma que a Apple infringe sete patentes dos EUA relacionadas à identificação óptica de materiais e à detecção de pele. Na prática, a tecnologia descrita busca verificar se há uma pessoa real diante do aparelho, em vez de uma foto, máscara impressa em 3D ou réplica de silicone.
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Esse tipo de proteção costuma ser chamado de detecção de vivacidade (liveness detection) ou mecanismo antiespoofing, isto é, contra tentativas de enganar o sistema biométrico. A ação não prova que o Face ID seja inseguro nem estabelece que a Apple tenha copiado tecnologia; sustenta que a implementação posterior do recurso estaria dentro do alcance das patentes da trinamiX.
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Quais produtos aparecem na ação
Segundo os relatos públicos, a queixa abrange as famílias iPhone 15, iPhone 16 e iPhone 17, além de modelos recentes de iPad Pro e outros iPhones e iPads equipados com Face ID.
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O alcance é relevante porque o Face ID está presente em linhas importantes da Apple. Nos nove meses encerrados em 27 de junho de 2026, a empresa registrou US$ 196,5 bilhões em vendas de iPhone e US$ 21,7 bilhões em vendas de iPad. Esses valores dão uma dimensão comercial das categorias envolvidas, mas não representam uma estimativa de indenização no processo.
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A acusação não mira o Face ID original
O Face ID estreou no iPhone X, em 2017. A própria denúncia, segundo as reportagens, reconhece que a Apple não usava a tecnologia contestada quando lançou o recurso naquele aparelho.
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A trinamiX sustenta que a Apple passou a incorporar mais tarde ao Face ID capacidades de detecção de pele e de materiais cobertas pelas sete patentes. As informações disponíveis não especificam quando esse suposto uso começou nem detalham tecnicamente a implementação da Apple.
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O que a trinamiX alega sobre conhecimento e prejuízo
As autoras dizem que a Apple “sabia ou deveria saber” que havia alta probabilidade de as atualizações em iPhones e iPads, com Face ID usando detecção de materiais e pele, violarem as patentes citadas. Também alegam danos financeiros substanciais e prejuízo irreparável.
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Esses pontos fazem parte da tese da trinamiX. Caberá ao processo avaliar, entre outras questões, se as patentes são válidas, se os sistemas da Apple se enquadram nelas e se a empresa tinha o conhecimento alegado.
O que a BASF pede à Justiça
A trinamiX solicita indenização em valor não especificado e uma medida judicial para impedir novas infrações. Nenhuma das reportagens fornecidas informa um valor exato para os danos pedidos.
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O pedido de proibição não significa que o Face ID será desativado ou que a Apple necessariamente terá de mudar seus produtos. Qualquer medida desse tipo dependeria de decisões futuras do tribunal; no momento da cobertura, o caso estava apenas na fase inicial da denúncia.
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De onde veio a trinamiX
A origem da tecnologia remonta a pesquisas da BASF com células solares orgânicas. A BASF e a trinamiX afirmam que cientistas observaram um efeito inesperado nesse trabalho, o que ajudou a abrir caminho para tecnologia de sensoriamento 3D.
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Há, porém, uma divergência de datas nos relatos disponíveis. A cobertura sobre o processo diz que a BASF criou a trinamiX como entidade independente em 2014; já os materiais corporativos atuais da BASF e da trinamiX informam que a trinamiX GmbH foi desmembrada e fundada em 2015 como subsidiária integral da BASF.
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A BASF informa que a trinamiX desenvolve soluções de imagem biométrica e espectroscopia móvel no infravermelho próximo (NIR, na sigla em inglês), e possui mais de 800 patentes e pedidos de patente no mundo. Esse número não deve ser confundido com a ação contra a Apple, que envolve sete patentes.
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Em resumo
A disputa não questiona o Face ID como foi lançado no iPhone X em 2017. A BASF acusa a Apple de ter adotado posteriormente recursos de detecção de materiais e pele para reforçar a proteção contra fraudes na autenticação facial. O processo pode ter peso comercial por atingir iPhones e iPads recentes, mas não há decisão de infração nem valor de indenização divulgado.
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