As denúncias foram encaminhadas tanto à Comissão Europeia quanto a autoridades reguladoras nacionais, o que pode levar à abertura de investigações formais caso os reguladores considerem que houve descumprimento da legislação.
As acusações são sustentadas por uma investigação conduzida por organizações de consumidores em 13 países europeus.
Durante o levantamento de evidências:
Para os grupos de defesa do consumidor, esse índice indica que os sistemas de detecção e moderação das plataformas não estão respondendo adequadamente a conteúdos fraudulentos.
Relatos públicos indicam que o Google removeu cerca de 60% dos anúncios que foram diretamente denunciados à empresa depois de tomar conhecimento deles.
Já as respostas públicas de Meta e TikTok foram mais limitadas no contexto das queixas divulgadas. As organizações de consumidores argumentam que as plataformas deveriam identificar e bloquear anúncios fraudulentos de forma mais proativa, sem depender apenas de denúncias externas.
O Digital Services Act (DSA) é uma das principais leis digitais da União Europeia e estabelece regras para responsabilizar grandes plataformas online por riscos sistêmicos em seus serviços.
Entre outras obrigações, a lei exige que empresas de grande porte:
O nível de supervisão já é significativo. Dados oficiais mostram que plataformas reportaram mais de 9 bilhões de decisões de moderação de conteúdo apenas no primeiro semestre de 2025, muitas delas tomadas de forma proativa pelas próprias empresas.
Para as organizações de consumidores, a persistência de anúncios de golpes financeiros demonstra por que a aplicação rigorosa do DSA pode ser necessária.
Como as queixas foram apresentadas à Comissão Europeia e a autoridades nacionais, os reguladores podem analisar as evidências e decidir se houve violação das obrigações previstas no DSA.
Caso concluam que as plataformas falharam em mitigar os riscos ligados a anúncios fraudulentos, o processo pode evoluir para investigações formais e possíveis ações de fiscalização ou sanções contra as empresas.
Assim, o caso se torna mais um teste importante de até que ponto a União Europeia está disposta a aplicar rigorosamente suas novas regras digitais contra algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.