A ideia é que aplicativos, jogos, navegação, mensagens e outras ferramentas digitais apareçam diretamente no campo de visão do usuário, sem a necessidade de pegar o celular.
Os Specs são o resultado de um projeto iniciado há mais de dez anos com os primeiros Spectacles, a linha anterior de óculos da Snap. As versões iniciais eram focadas principalmente em câmera e ferramentas para desenvolvedores, mas a nova geração pretende oferecer realidade aumentada completa para consumidores comuns.
De acordo com declarações da empresa e reportagens do setor, a Snap investiu mais de US$ 3 bilhões ao longo de cerca de 11 anos para desenvolver hardware, software e o ecossistema de aplicativos necessários para a plataforma.
Para acelerar o projeto, a companhia também criou uma unidade dedicada chamada Specs e firmou um acordo de longo prazo com a Qualcomm para o fornecimento de chips XR otimizados para dispositivos de realidade estendida.
A Snap ainda não anunciou oficialmente o preço final dos óculos. Porém, estimativas da indústria apontam para:
Essa estratégia lembra o lançamento inicial de muitos dispositivos emergentes — como headsets de realidade virtual — que começam com produção limitada para criadores e early adopters antes de chegar ao público geral.
O mercado de óculos inteligentes está crescendo, mas muitos produtos atuais não são óculos de realidade aumentada completos.
Por exemplo:
Esses dispositivos priorizam conveniência e assistência por voz ou câmera.
Os Specs da Snap, por outro lado, tentam algo mais ambicioso: verdadeiros óculos de realidade aumentada que interagem com o ambiente, posicionando aplicativos e objetos digitais diretamente no espaço ao redor do usuário.
Se a tecnologia funcionar como prometido, os óculos estarão mais próximos de um computador vestível na cabeça do que de simples óculos inteligentes.
Para o CEO Evan Spiegel, os Specs representam muito mais do que um novo gadget.
A Snap construiu sua marca com o Snapchat e seus famosos filtros de AR, mas a liderança da empresa argumenta há anos que óculos de realidade aumentada podem substituir o smartphone como principal interface de computação no futuro.
Por isso, o lançamento em 2026 será um teste estratégico importante:
Depois de mais de uma década de desenvolvimento e bilhões investidos, os Specs podem finalmente revelar se a aposta de longo prazo da Snap na realidade aumentada foi apenas cedo demais — ou exatamente no momento certo.