Emirates e Lufthansa estão recusando os primeiros Boeing 777 9 fabricados porque os aviões foram construídos antes da certificação ser concluída e agora exigem reformas caríssimas para atender aos padrões atuais. O atraso de sete anos na certificação tornou cerca de 30 aeronaves financeiramente obsoletas, gerando um...

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O Boeing 777-9, a maior aeronave bimotor comercial do mundo, era para ser o carro-chefe da Boeing no segmento de widebodies, mas o programa está mergulhado em uma crise profunda. Um atraso de nada menos que sete anos na certificação produziu uma frota de aviões fabricados cedo demais — e os principais clientes estão se recusando terminantemente a recebê-los. Vamos entender o que está acontecendo, por quê, e o que isso significa para o futuro do programa.
A Emirates é a principal companhia aérea que se recusou pública e definitivamente a receber as aeronaves. Durante o Farnborough Airshow em julho de 2026, o presidente Sir Tim Clark afirmou que a Emirates não aceitará os primeiros 10 a 11 777-9 fabricados no início do programa . A Lufthansa também está negociando para excluir as aeronaves da primeira leva de seu pedido, e relatos indicam que "mais clientes" estão considerando rejeições semelhantes
. Nenhuma companhia aérea dos Estados Unidos encomendou o 777-9
.
O motivo central é que essas aeronaves foram fabricadas entre 2019 e 2021 — antes da certificação ser concluída — e o projeto final certificado mudou de forma tão substancial que trazê-las ao padrão atual exige uma reforma considerada "gigantesca" . O presidente da Emirates, Clark, descreveu os jatos como efetivamente obsoletos, observando que precisariam de modificações extensas para atender aos padrões atuais de produção e certificação
. Um dos primeiros aviões (WH007, um artigo de teste que nunca voou) já foi sucateado porque o custo da "incorporação de mudanças" foi considerado antieconômico
.
O programa fez progressos significativos em 2026:
A Boeing atualmente planeja as primeiras entregas aos clientes em 2027 . Isso representa um atraso de aproximadamente sete anos em relação à meta original de entrada em serviço em 2020. O cronograma ainda depende da conclusão das Fases 4B e 5 da certificação, além da validação ETOPS [fontes].
O quadro financeiro é severo para a Boeing:
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Emirates e Lufthansa estão recusando os primeiros Boeing 777 9 fabricados porque os aviões foram construídos antes da certificação ser concluída e agora exigem reformas caríssimas para atender aos padrões atuais.
Emirates e Lufthansa estão recusando os primeiros Boeing 777 9 fabricados porque os aviões foram construídos antes da certificação ser concluída e agora exigem reformas caríssimas para atender aos padrões atuais. O atraso de sete anos na certificação tornou cerca de 30 aeronaves financeiramente obsoletas, gerando um prejuízo acumulado de US$ 15 bilhões para a Boeing.
A Boeing concluiu 50% dos testes de voo e prevê as primeiras entregas para 2027, mas os jatos rejeitados seguem estocados em Everett, nos EUA, sem destino certo.