A busca com imagens geradas por IA está sendo liberada para clientes nos EUA no aplicativo Amazon Shopping para Android e iOS . As categorias iniciais de produtos são vestuário (roupas) e artigos para casa, com a Amazon indicando que mais categorias serão adicionadas com o tempo
.
Este recurso faz parte de um pacote mais amplo de oito novas ferramentas de busca visual que a Amazon anunciou simultaneamente .
O lançamento de 3 de junho foi apenas o mais recente em uma rápida implantação de IA generativa em toda a experiência de compras da Amazon. A empresa tem sistematicamente inserido inteligência artificial em cada canto da descoberta de produtos:
O recurso de geração de imagens por IA atraiu críticas duras e incomumente unificadas da imprensa de tecnologia.
9to5Google, por Ben Schoon, rotulou-o como "um dos usos mais idiotas da IA até agora", argumentando que é "um desperdício absurdo" de recursos de IA e "notavelmente estúpido", já que as pessoas vão à Amazon especificamente para comprar produtos físicos. O veículo alertou que o recurso vai confundir os clientes que veem uma imagem específica na busca, mas depois não conseguem encontrar um produto real correspondente para comprar .
TechCrunch, por Sarah Perez, descreveu o recurso como "um dos usos mais questionáveis da IA até hoje" e "algo surreal". O paradoxo central, ela observou, é óbvio: "Por que você inventaria imagens de produtos quando tem um site cheio de fotografias reais de produtos de verdade" é uma pergunta que a Amazon não respondeu satisfatoriamente. Perez alertou que o recurso é "potencialmente enganoso" — compradores que não lerem com atenção podem assumir que estão sendo direcionados para a página de um produto exato, apenas para se decepcionarem .
The Verge enquadrou o recurso de forma direta como a barra de busca da Amazon inventando "produtos gerados por IA que você não pode comprar" . A cobertura questionou se gerar representações visuais falsas ajuda ou atrapalha uma experiência de compra baseada em confiança e inventário real.
Android Authority descreveu o recurso como "facilmente o mais controverso" das oito novas ferramentas, notando que a premissa levanta uma questão desconfortável: se um sistema pode gerar uma imagem do que você quer, mas o catálogo real não consegue entregar o produto, a visualização ajuda ou apenas cria falsas expectativas?
A crítica converge para um único ponto: a Amazon possui centenas de milhões de fotografias reais de produtos em sua plataforma. Gerar imagens artificiais que não correspondem a nenhum item real que possa ser comprado arrisca confundir os compradores, desperdiça recursos computacionais e corrói a confiança fundamental na plataforma. A medida é particularmente impactante, dado que pesquisas de consumo mostram que 71% dos compradores relatam se incomodar com imagens de produtos geradas por IA, com 44% tendo evitado deliberadamente uma marca após suspeitar que ela usou fotos geradas por IA .
O recurso já está no ar para compradores nos EUA pelo celular. Resta saber se ele se provará uma ferramenta de descoberta útil ou um experimento que corrói a confiança do consumidor.