A proposta é direcionada explicitamente aos compiladores de paradas (e não apenas aos serviços de streaming) e pede que eles tratem o conteúdo gerado por IA não licenciado da mesma forma que outros materiais inelegíveis. Pelas regras propostas, uma música só se qualificaria para inclusão nas paradas se o uso de IA for devidamente autorizado e legal, se a faixa for substancialmente feita por humanos e se não levantar preocupações de fraude de streaming ou manipulação de paradas . A coalizão inclui não apenas as 'três grandes', mas também independentes como Believe, BMG, Concord, Dirty Hit, Glassnote Records, HYBE Corp., Mom+Pop Music e Partisan Records
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Separadamente, as grandes gravadoras têm adotado uma mistura de litígios e licenciamento: a Universal Music Group fez um acordo com a startup de IA Udio em outubro de 2025 e está co-lançando uma plataforma de música com IA licenciada . A Warner Music Group chegou a um acordo com a Suno em novembro de 2025 e assinou um contrato de licenciamento
. A Sony Music, notadamente, não fez acordo com nenhuma das duas (Suno ou Udio) e continua litigando seus casos de direitos autorais, que devem produzir uma decisão fundamental no verão de 2026, estabelecendo um precedente legal para todas as empresas de música com IA
. A Sony também tem sido agressiva em remoções, tendo identificado e solicitado a retirada de mais de 135.000 deepfakes gerados por IA da música de seus artistas das plataformas de streaming
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Em 10 de julho de 2026, uma coalizão de oito grandes organizações musicais — liderada pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e pela Recording Industry Association of America (RIAA), e acompanhada por A2IM, WIN, IMPALA, a Academia de Gravação (Grammy), SAG-AFTRA e a Human Artistry Campaign — anunciou um sistema unificado e voluntário de rotulagem de IA para gravações sonoras .
O sistema usa uma abordagem de marcação em dois níveis: faixas totalmente geradas por IA recebem um selo 'AI' maiúsculo, enquanto faixas onde a IA foi usada apenas como ferramenta de assistência recebem um selo 'ai' minúsculo . Os selos devem aparecer em plataformas de streaming como Spotify, Apple Music e Deezer, tornando o uso de IA visível para os ouvintes rapidamente, de forma similar ao selo de 'conteúdo explícito'
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O sistema entrou em vigor em 15 de julho de 2026 e foi projetado para viajar pela infraestrutura de metadados DDEX existente . No entanto, a estrutura é inteiramente voluntária e deixa a adoção e aplicação a critério de cada serviço de streaming. Críticos observam que não há mecanismos de conformidade obrigatórios, o que significa que os selos só aparecerão se as plataformas de streaming escolherem exibi-los
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Quando o assunto é como as plataformas de streaming lidam com a música gerada por IA, Deezer e Spotify representam dois extremos do espectro.
Deezer adotou a postura mais agressiva e transparente. Em junho de 2026, o Deezer relatou publicamente que as faixas geradas por IA representavam mais de 50% dos uploads diários, aproximadamente 90.000 faixas totalmente em IA por dia no pico . A empresa marca automaticamente o conteúdo de IA e oferece aos ouvintes um botão para filtrar as faixas de IA de sua experiência
. Em junho de 2026, o Deezer lançou um detector de música com IA online gratuito que examina playlists em 20 grandes plataformas — incluindo Spotify, Apple Music, YouTube Music e SoundCloud — e sinaliza faixas geradas por IA
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O Deezer agora desmonetiza 85% dos streams de música com IA que sinaliza como fraudulentos e, em janeiro de 2026, começou a licenciar sua tecnologia de detecção de IA para outras plataformas
. Músicas marcadas como geradas por IA no Deezer são automaticamente removidas das recomendações algorítmicas e excluídas das playlists editoriais
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Spotify adotou uma abordagem mais opaca e reativa. Em setembro de 2025, o Spotify revelou que havia removido mais de 75 milhões de faixas 'spam' — em grande parte geradas por IA — nos 12 meses anteriores, mas nunca divulgou publicamente qual porcentagem de seu catálogo atual é gerada por IA . Ao contrário do Deezer, o Spotify não oferece um botão ou filtro para os usuários bloquearem músicas geradas por IA
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O Spotify lançou um campo de metadados 'AI Credits' (em versão beta) em abril de 2026 sob o padrão DDEX 5.0, mas este sistema depende de divulgação voluntária por parte das gravadoras e distribuidoras . Enquanto o Deezer remove ativamente faixas de IA das recomendações, o Spotify depende da marcação de metadados nos bastidores, sem dar controle direto aos usuários
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Conclusão: o Deezer lidera em transparência, com dados públicos, um detector gratuito, controles visíveis para o usuário e desmonetização de streams fraudulentos de IA. O Spotify remove grandes volumes silenciosamente, mas não fornece dados públicos sobre a concentração de IA e nenhum filtro para o usuário.
O rapper RBX (Eric Collins) entrou com uma ação coletiva inicial alegando que o Spotify ignorava fraudes generalizadas de streaming que inflavam os números de reprodução de grandes artistas como Drake. Em 22 de junho de 2026, a juíza distrital dos EUA Josephine Staton rejeitou a queixa original, decidindo que RBX não havia cumprido nem mesmo os requisitos básicos para uma alegação de negligência — mas concedeu-lhe 21 dias para reapresentar a ação .
RBX protocolou uma queixa alterada no final de julho de 2026 com alegações mais contundentes e detalhadas. A ação revisada estima que a fraude de streaming no Spotify desviou pelo menos US$ 600 milhões em royalties de artistas independentes e outros detentores de direitos autorais em um período de 48 meses, devido à falha em policiar streams falsos gerados por bots .
A ação alterada alega especificamente que a aplicação das regras contra fraudes no Spotify é desigual. RBX afirma que o Spotify impõe limites mínimos de streams e penalidades por fraudes a artistas pequenos, enquanto permite padrões suspeitos de streaming para artistas de alto escalão como Drake — incluindo streams da Turquia falsamente geolocalizados para o Reino Unido, e contas suspeitas que ouviam exclusivamente Drake por 23 horas diárias, indicando atividade de bots . A queixa argumenta que o Spotify 'ignora intencionalmente a fraude cometida por artistas da lista A' e usou bandeiras de fraude para processar pequenos distribuidores independentes, enquanto ignorava atividades semelhantes de grandes gravadoras
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Em 29 de julho de 2026, a ação alterada estava ativamente pendente no tribunal federal. O Spotify ainda não respondeu à nova petição e nenhuma decisão foi emitida .
A resposta da indústria da música à IA não é mais teórica. As paradas, as gravadoras, as plataformas de streaming e os tribunais estão todos se movendo simultaneamente, e o resultado determinará se a arte humana pode manter seu lugar em um sistema inundado de conteúdo sintético. As regras ainda estão sendo escritas, e todas as partes interessadas estão correndo para moldá-las.