Em 28 de janeiro de 2025, após meses de protestos de massa sustentados, o primeiro-ministro Miloš Vučević renunciou, declarando que queria "prevenir complicações futuras" e "evitar o aumento das tensões na sociedade" . O prefeito de Novi Sad, Milan Đurić, também renunciou no mesmo dia
. A atitude de Vučić foi amplamente vista como uma tentativa de conter a agitação, mas os protestos continuaram
.
Em 23 de maio de 2026, dezenas de milhares de manifestantes antigovernamentais, principalmente estudantes universitários, se concentraram no centro de Belgrado exigindo eleições antecipadas . A polícia usou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral, e confrontos violentos irromperam perto do prédio da presidência e da prefeitura, enquanto manifestantes enfrentavam a tropa de choque
. A companhia ferroviária estatal suspendeu todos os serviços de trem com destino a Belgrado e partindo da capital antes do protesto
.
Sob pressão sustentada, o presidente Aleksandar Vučić anunciou que eleições parlamentares antecipadas seriam realizadas no outono de 2026 — entre o final de setembro e meados de novembro — embora os protestos tenham continuado mesmo após o anúncio .
Órgãos internacionais manifestaram repetidamente alarme com a deterioração da situação na Sérvia:
Conclusão principal: O que começou como uma comoção pública localizada após um desastre de infraestrutura mortal evoluiu para um movimento de protesto nacional de 18 meses que desafiou os 13 anos de governo do presidente Vučić, conseguiu a renúncia do primeiro-ministro e do prefeito de Novi Sad, e forçou o compromisso com eleições parlamentares antecipadas no outono de 2026 — ao mesmo tempo que atraiu duras críticas do Conselho da Europa e das instituições da UE sobre o aumento da violência contra jornalistas, a brutalidade policial e o encolhimento do espaço cívico.
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