A decisão foi tomada após uma determinação formal de segurança nacional feita por um órgão interagências do Executivo americano, convocado pela Casa Branca. Esse órgão concluiu que robôs produzidos no exterior poderiam criar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos dos EUA, ser explorados para vigilância ou ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas e representar uma ameaça à segurança nacional . O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a ação seguiu 'determinações de agências de segurança nacional do Poder Executivo de que os dispositivos representam riscos inaceitáveis para nossa segurança nacional'
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A 'Covered List' da FCC é um registro de equipamentos e serviços de comunicação considerados um risco inaceitável para a segurança dos EUA. Quando uma categoria de dispositivo é adicionada, modelos novos ou que ainda não foram autorizados não podem mais receber a autorização de equipamento da FCC — que é necessária para importação e venda no país . Exceções podem ser concedidas, conforme o anúncio da FCC, para dispositivos que o Departamento de Defesa (chamado no texto de 'Department of War') ou o Departamento de Segurança Interna (DHS) considerem que não representam ameaça
. A proibição não afeta robôs já comprados ou modelos que já possuíam autorização antes de 28 de julho de 2026
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Empresas como Tesla, Boston Dynamics e Agility Robotics estão entre as desenvolvedoras americanas que devem se beneficiar, já que concorrentes estrangeiros — especialmente chineses — ficam impedidos de lançar novos produtos no mercado dos EUA . A regra está alinhada com os objetivos do governo americano de trazer de volta a fabricação de produtos de alta tecnologia para o país (o chamado 'onshoring') e proteger a cadeia de suprimentos nacional de inteligência artificial e robótica
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Se você já possui um robô humanóide ou quadrúpede fabricado no exterior, ou se o seu modelo foi autorizado pela FCC antes de 28 de julho de 2026, não há problema. A proibição cobre apenas modelos novos que ainda não foram autorizados. A Unitree, uma fabricante chinesa líder, tem modelos (como G1, R1, H2, Go2 e A2) que já haviam passado pela FCC antes do corte e continuam legais para importar, vender, possuir e usar .
A proibição da FCC faz parte de uma campanha maior para restringir a importação de tecnologia chinesa. Ela segue medidas semelhantes contra equipamentos de comunicação de empresas como Huawei e ZTE, sob o Secure and Trusted Communications Networks Act (Lei de Redes de Comunicação Seguras e Confiáveis), e é vista como uma expansão desse esforço . A China, por sua vez, já prometeu proteger suas empresas de robótica em resposta à medida
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