Muito antes do Cambriano, os mares já abrigavam formas de vida grandes e complexas. Elas fazem parte da chamada biota de Ediacara: um conjunto de organismos em geral de corpo mole, cujos fósseis foram preservados em rochas do período Ediacarano. A identidade e o parentesco de vários deles com animais atuais ainda são discutidos.
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Alguns exemplos
- Dickinsonia: tinha corpo achatado e oval, com segmentos repetidos. Biomarcadores encontrados em fósseis de cerca de 558 milhões de anos oferecem fortes evidências de que Dickinsonia era um animal.
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- Kimberella: era um organismo móvel, com simetria bilateral — isto é, o corpo podia ser dividido em duas metades semelhantes. A interpretação é que raspava películas microbianas da superfície onde vivia. É considerado um animal, mas sua relação mais específica com os moluscos é controversa.
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- Charnia e outros rangeomorfos: tinham formas grandes, parecidas com folhas ou frondes, e estruturas corporais ramificadas. Fazem parte da biota de Ediacara, mas sua classificação exata ainda não está definida.
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Se a ideia é responder a alguém que deixou esses organismos de fora, uma formulação cuidadosa seria: “Antes do Cambriano já existiam organismos multicelulares complexos, incluindo animais como Dickinsonia e Kimberella; essa representação deixa de fora a biota de Ediacara.”
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