A probabilidade de 2026 superar 2024 como o ano mais quente da história subiu de 12% em julho para 69% em agosto, de acordo com o Berkeley Earth, impulsionada por um El Niño excepcionalmente forte que começou em junho... Ondas de calor recordes já estão sendo observadas: a Coreia do Sul registrou sua temperatura mai...
Resposta de pesquisa

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O Berkeley Earth, um importante instituto de pesquisa climática sem fins lucrativos, revisou drasticamente sua previsão para 2026. De acordo com sua mais recente análise mensal, divulgada pela Bloomberg e pelo Moneycontrol em 13 e 14 de agosto, a chance de 2026 se tornar o ano mais quente já registrado saltou de 12% em julho para 69% em agosto . Este aumento dramático ocorre porque um evento El Niño que se fortalece rapidamente se combina com a tendência de longo prazo do aquecimento global causado pelo homem, empurrando as temperaturas globais para novos extremos
.
O principal motor dessa revisão é um El Niño excepcionalmente poderoso que começou a se desenvolver em junho de 2026 . Este padrão climático natural, caracterizado pelo aquecimento do Oceano Pacífico, se intensificou muito mais rápido do que o previsto. O cientista do Berkeley Earth, Zeke Hausfather, observou que o El Niño está chegando com tanta força que aumentou significativamente a probabilidade de um calor global recorde na segunda metade do ano
. As projeções indicam que este El Niño pode atingir um pico de cerca de 3,6°C acima do normal, o que seria um evento historicamente grande
.
O salto para 69% marca um aumento acentuado em relação ao início de 2026. A chance de um ano recorde era estimada em apenas 2,5% em maio e 5% em março . Em 23 de julho, a própria atualização do Berkeley Earth ainda mostrava apenas 12% de probabilidade
. Uma análise do Carbon Brief em meados de julho situava a chance em 35%
. O número atualizado de 69% reflete a rápida revisão das previsões do El Niño nas semanas seguintes.
O Berkeley Earth observa que o resultado mais provável para 2026 era um segundo lugar, com 67% de probabilidade em sua atualização de junho . No entanto, as mudanças rápidas tornaram um ano recorde o novo limite superior das expectativas.
Cientistas descrevem a situação atual como um efeito de "golpe duplo", onde a influência natural de aquecimento do El Niño é sobreposta à tendência de aquecimento de longo prazo causada pelas emissões de gases de efeito estufa . Esta combinação está criando condições para eventos de calor extremo em todo o mundo.
A previsão de calor global recorde já está se materializando na forma de ondas de calor regionais castigantes.
Talvez a constatação mais sóbria da análise do Berkeley Earth seja a perspectiva para o próximo ano. Independentemente de 2026 estabelecer um recorde ou não, os cientistas esperam que 2027 seja ainda mais quente . A influência total do aquecimento do atual El Niño tende a se manifestar com mais força no ano seguinte ao seu pico
. Como o El Niño começou em junho de 2026, a maior parte de seu impacto de aquecimento será sentida em 2027, o que significa que a temperatura média global para 2027 pode "superar o antigo recorde por uma margem ampla"
. Em 14 modelos de previsão, as chances de um novo recorde em 2027 são estimadas em cerca de 90%
.
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A probabilidade de 2026 superar 2024 como o ano mais quente da história subiu de 12% em julho para 69% em agosto, de acordo com o Berkeley Earth, impulsionada por um El Niño excepcionalmente forte que começou em junho...
A probabilidade de 2026 superar 2024 como o ano mais quente da história subiu de 12% em julho para 69% em agosto, de acordo com o Berkeley Earth, impulsionada por um El Niño excepcionalmente forte que começou em junho... Ondas de calor recordes já estão sendo observadas: a Coreia do Sul registrou sua temperatura mais alta da história (42,5°C), e os EUA tiveram o julho mais quente já medido.
Independentemente do ranking final de 2026, os cientistas esperam que 2027 seja ainda mais quente devido ao efeito defasado do atual El Niño.