Revisões sistemáticas do assunto chegam a uma conclusão mais matizada: embora alguns estudos de laboratório mostrem que o cano alto pode limitar ligeiramente certos marcadores de risco em condições estáticas, esse efeito não se traduz em uma redução real de lesões em quadra . A promessa do laboratório não se concretiza no jogo.
Se o tênis não é a solução, o que é? A ciência já tem respostas mais robustas para a prevenção de entorses de tornozelo.
Uma revisão sistemática com metanálise de alto impacto, que analisou dados de 3.581 atletas, descobriu que o uso de órteses de tornozelo reduziu o risco de torção em impressionantes 64% (Risco Relativo = 0,36). Os autores alertam, no entanto, que a qualidade metodológica dos estudos incluídos era moderada, então o número não deve ser interpretado como uma garantia absoluta para todos .
A mesma metanálise também mostrou que atletas que realizam treinos de equilíbrio (propriocepção) têm 46% menos risco de sofrer uma torção . Outras revisões confirmam que programas de prevenção baseados em exercícios de equilíbrio reduzem a incidência de lesões em atletas de futebol e basquete em até 41% .
As principais diretrizes internacionais para o tratamento e prevenção da entorse de tornozelo são unânimes:
Em resumo: Trocar um tênis de cano baixo por um de cano alto é muito menos eficaz do que incluir uma tornozeleira e exercícios de equilíbrio na sua rotina. A ciência aponta o caminho: proteção ativa, e não passiva.
Revisões sistemáticas do assunto chegam a uma conclusão mais matizada: embora alguns estudos de laboratório mostrem que o cano alto pode limitar ligeiramente certos marcadores de risco em condições estáticas, esse efeito não se traduz em uma redução real de lesões em quadra . A promessa do laboratório não se concretiza no jogo.
Se o tênis não é a solução, o que é? A ciência já tem respostas mais robustas para a prevenção de entorses de tornozelo.
Uma revisão sistemática com metanálise de alto impacto, que analisou dados de 3.581 atletas, descobriu que o uso de órteses de tornozelo reduziu o risco de torção em impressionantes 64% (Risco Relativo = 0,36). Os autores alertam, no entanto, que a qualidade metodológica dos estudos incluídos era moderada, então o número não deve ser interpretado como uma garantia absoluta para todos .
A mesma metanálise também mostrou que atletas que realizam treinos de equilíbrio (propriocepção) têm 46% menos risco de sofrer uma torção . Outras revisões confirmam que programas de prevenção baseados em exercícios de equilíbrio reduzem a incidência de lesões em atletas de futebol e basquete em até 41% .
As principais diretrizes internacionais para o tratamento e prevenção da entorse de tornozelo são unânimes:
Em resumo: Trocar um tênis de cano baixo por um de cano alto é muito menos eficaz do que incluir uma tornozeleira e exercícios de equilíbrio na sua rotina. A ciência aponta o caminho: proteção ativa, e não passiva.