A rede usou domínios .jp japoneses para dar legitimidade a um token falso de criptomoeda chamado "Zksync.jp" — uma versão falsificada do legítimo projeto ZKsync . O golpe fraudou investidores globais em mais de ¥100 milhões (bem mais de US$ 1 milhão) ao comercializar o token fraudulento por meio da infraestrutura web japonesa
. Um cidadão chinês baseado em Hong Kong registrou os domínios .jp usados no esquema
. O token falso foi projetado para se parecer com o token ZKsync real, um projeto de escalonamento da camada 2 do Ethereum, enganando usuários para que enviassem fundos que eram então roubados
.
A análise de blockchain do Nikkei revelou mais de 120 transações entre carteiras controladas por essa rede e entidades ligadas à Wuhan Yuancheng Gongchuang Technology Co., Ltd. — uma empresa química que o OFAC (Departamento do Tesouro dos EUA) sancionou em dezembro de 2021 sob a Ordem Executiva de Tráfico Ilícito de Drogas . O caminho da lavagem de dinheiro funcionava assim: os lucros do golpe de criptomoedas eram roteados por carteiras blockchain conectadas à Yuancheng, que já estava sob sanções dos EUA por fornecer precursores químicos de fentanil a cartéis mexicanos
. Isso criou um ciclo fechado onde contrabando de drogas, fraude cibernética e evasão de sanções se reforçavam mutuamente.
1. Japão como um Nó de Comando e Controle. Nagoya serviu não apenas como um ponto de trânsito logístico para precursores químicos, mas como a sede financeira e de fraudes digitais da rede. Uma figura-chave — o "chefe do Japão" — emitia instruções do Japão sobre entregas de precursores e gestão de fundos até pelo menos julho de 2024 . A mesma pessoa controlava 18 empresas na China, no Japão e nos EUA
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2. Exploração do Sistema de Registro Corporativo e de Domínios do Japão. A rede explorou as regras relativamente flexíveis de registro corporativo do Japão para incorporar a Firsky KK e registrou domínios .jp que deram ao golpe de criptomoedas uma aparência de legitimidade, permitindo o alcance global de vítimas . Os domínios japoneses normalmente exigem um endereço local para registro, um requisito que a rede contornou facilmente
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3. Infraestrutura de Duplo Uso — Contrabando e Crimes Cibernéticos Fundidos. Este caso colapsa a distinção entre contrabando de fentanil e crimes financeiros habilitados por criptomoedas: a mesma organização que enviava precursores químicos para os EUA também administrava uma fraude de criptomoedas de milhões de dólares, usando os lucros para lavar mais dinheiro por meio de fornecedores químicos chineses sancionados . A Firsky ainda operava um site especializado vendendo as drogas da Amarvel em troca de criptomoedas
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4. Japão no Fogo Cruzado do Fentanil entre EUA e China. O ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeshi Iwaya, descartou publicamente sugestões do papel do Japão no tráfico de fentanil, mas as cadeias de evidências do Nikkei e da Bellingcat apontam diretamente os sistemas de registro corporativo, bancário e de domínios japoneses como facilitadores . A DEA reconheceu em maio de 2026 que o Japão estava se tornando um ponto de trânsito para exportações de fentanil, e as autoridades dos EUA pediram uma cooperação japonesa mais profunda em investigações relacionadas ao fentanil
. A Firsky KK foi subitamente dissolvida em julho de 2024, enquanto o julgamento da Amarvel avançava
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Ressalva importante: Alguns detalhes — incluindo o valor exato roubado e a identidade específica do registrador de domínio baseado em Hong Kong — foram relatados por veículos que resumiram a investigação do Nikkei (como MEXC, Bitget, Gate.io e Hankyung), mas o relatório original do Nikkei pode ter granularidade adicional não totalmente capturada nos resumos secundários. A ligação direta entre a Amarvel Biotech e o golpe de criptomoedas é circunstancial, mas fortemente apoiada por registros de transações em blockchain, pessoal compartilhado e a estrutura corporativa que liga a Firsky KK à Amarvel Biotech .