Segundo a própria empresa, a queda ocorreu principalmente porque trabalhos de engenharia e licenciamento realizados anteriormente — como atividades ligadas ao projeto RoPower e serviços FEED com a Fluor — foram concluídos, reduzindo as receitas temporárias associadas a esses contratos.
Em outras palavras, parte da receita anterior vinha de serviços de engenharia e desenvolvimento, não da venda de reatores comerciais propriamente ditos.
Outro ponto que circula amplamente é a saída da Fluor Corporation, empresa de engenharia que por anos foi uma das principais apoiadoras da NuScale.
Os documentos públicos confirmam que a Fluor realmente reduziu e depois encerrou sua posição:
Somando vendas realizadas desde 2025, a Fluor declarou ter gerado aproximadamente US$ 2,43 bilhões com a monetização de suas ações da NuScale.
Isso confirma a saída do investidor estratégico — algo relevante para o mercado. Porém, afirmar automaticamente que isso prova “falta de confiança no negócio” é interpretação, não um fato confirmado.
Também existem ações coletivas de investidores envolvendo a NuScale e executivos da empresa.
Um dos processos foi divulgado pelo escritório Levi & Korsinsky e representa investidores que compraram ações entre 13 de maio de 2025 e 6 de novembro de 2025.
A ação alega que declarações sobre o parceiro de comercialização ENTRA1 podem ter sido enganosas e que isso teria exposto a empresa a riscos operacionais ou comerciais não totalmente divulgados.
Importante: essas alegações ainda estão sendo contestadas em tribunal. Até o momento, não há decisão judicial que comprove fraude.
Algumas afirmações que circulam online não têm confirmação clara nas fontes disponíveis:
O panorama geral é mais equilibrado do que muitas publicações sugerem.
Mas afirmar que esses eventos representam “fraude comprovada” ou que a empresa sofreu “golpes fatais” não corresponde ao que as fontes públicas mostram até agora.
Para investidores, o ponto central continua sendo outro: a capacidade da NuScale de transformar sua tecnologia de pequenos reatores modulares (SMR) em projetos comerciais reais nos próximos anos — algo que ainda está em fase de desenvolvimento e implementação no setor nuclear avançado.