O presidente da Honda Racing Corporation (HRC), Koji Watanabe, revelou um detalhe crucial: as vibrações são muito piores quando o motor está instalado no chassi AMR26 do que no dinamômetro . Isso indica um problema fundamental de integração entre o motor japonês e o primeiro chassi da Aston Martin desenhado por Adrian Newey. Watanabe enfatizou que o problema não é apenas da unidade de potência – o projeto do chassi da Aston Martin na verdade agrava o problema de vibração . O chefe da equipe, Adrian Newey, confirmou que a unidade de potência é a fonte das vibrações e, na época, admitiu que "não podemos fazer nada para limitar esse efeito" .
As consequências para a confiabilidade foram imediatas e brutais. Tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll sofreram abandonos nas duas primeiras corridas (Austrália e China) diretamente devido a problemas técnicos ligados à unidade de potência Honda . A equipe conseguiu completar apenas cerca de 400 voltas nos testes de pré-temporada – aproximadamente metade da distância que a Williams alcançou no mesmo período, apesar de a Williams ter ficado de fora do teste de Barcelona . As vibrações eram tão severas que Alonso relatou ter tirado as mãos do volante durante o GP da China para evitar danos nos nervos, e havia o temor de que os pilotos pudessem sofrer danos nervosos permanentes .
A Honda trouxe "contramedidas" para o GP de Miami no final de abril, o que melhorou ligeiramente a dirigibilidade, mas não resolveu o déficit subjacente . O próprio Mike Krack observou que resolver a confiabilidade apenas revelou problemas mais profundos: "Infelizmente, assim que você resolve seus problemas de confiabilidade, todo mundo foca apenas no desempenho… temos alguns passos importantes a dar, não passos pequenos" . O AMR26 estava cerca de 3,5 segundos mais lento que o ritmo mais rápido da classificação mesmo após as correções iniciais .
Numa avaliação notavelmente sincera, dada antes do GP da Áustria de 2026, o Diretor de Pista da Aston Martin, Mike Krack, foi perguntado onde a equipe precisa melhorar. Sua resposta: "Acho que é tudo" .
Krack elaborou: "Se fosse apenas uma coisa, seria muito fácil. O problema que o Lance achava que tinha é uma questão clara de dirigibilidade… precisamos melhorar em todas as áreas" .
O déficit abrange potência, dirigibilidade, aerodinâmica, peso do chassi e ritmo geral – não é uma única falha corrigível. Krack reconheceu que o carro não é bom em curvas de alta velocidade, admitindo que a equipe deve ser "honesta" sobre sua contribuição para o terrível déficit . O AMR26 teve dificuldades em pistas de características muito diferentes – Mônaco e Espanha – confirmando que os problemas são sistêmicos e não específicos de cada circuito .
As atualizações de verão planejadas estão no cronograma, com a Honda esperando introduzir a ADUO (Oportunidade de Atualização de Desenvolvimento Adicional) no meio do verão para trabalhar na potência e na redução do atrito . Mas Koji Watanabe alertou contra o otimismo de forma contundente.
De acordo com várias fontes, Watanabe afirmou que a atualização de verão "não vai salvar a temporada" . A razão é clara: o orçamento foi consumido apenas para tornar o motor seguro de dirigir, deixando pouco espaço para grandes ganhos de desempenho . Mesmo que os problemas de vibração sejam totalmente resolvidos e o motor funcione em potência máxima, Watanabe admitiu que a equipe pode ainda não ser capaz de competir com o resto do grid . A diferença é estrutural, tanto na unidade de potência quanto no chassi.
A Honda está adotando oficialmente uma abordagem gradual, de "modo de sobrevivência", porque levará um tempo significativo para alcançar o resto do grid . Uma fonte da Marca confirmou que há esperança para as atualizações de verão e a ADUO, mas que não será um ressurgimento total .
De acordo com a classificação oficial da Fórmula 1, a Aston Martin está em 10º no campeonato de construtores com 1 ponto a partir da 10ª etapa (antes do GP da Áustria), à frente apenas da Cadillac, que ainda não pontuou .
A Mercedes lidera com 262 pontos no mesmo estágio. A diferença para a 9ª colocada, a Audi (2 pontos), é pequena, enquanto a distância para a 8ª, a Williams (11 pontos), ilustra o isolamento da Aston Martin no fundo da tabela . Ambos os pilotos – Fernando Alonso e Lance Stroll – estão na parte inferior da classificação de pilotos com pontos insignificantes ou zero .
Conclusão: A Aston Martin está numa crise mais profunda do que qualquer componente isolado pode explicar. As vibrações debilitantes do motor Honda e a má integração com o chassi AMR26 destruíram a temporada da equipe antes mesmo de ela começar. A avaliação de "tudo" de Krack não é exagero – a equipe é simultaneamente a mais lenta em potência, a menos confiável, aerodinamicamente deficiente e limitada por restrições orçamentárias que impedem uma fuga rápida. Não se espera que a atualização de verão mude a posição fundamental da equipe.
O presidente da Honda Racing Corporation (HRC), Koji Watanabe, revelou um detalhe crucial: as vibrações são muito piores quando o motor está instalado no chassi AMR26 do que no dinamômetro . Isso indica um problema fundamental de integração entre o motor japonês e o primeiro chassi da Aston Martin desenhado por Adrian Newey. Watanabe enfatizou que o problema não é apenas da unidade de potência – o projeto do chassi da Aston Martin na verdade agrava o problema de vibração . O chefe da equipe, Adrian Newey, confirmou que a unidade de potência é a fonte das vibrações e, na época, admitiu que "não podemos fazer nada para limitar esse efeito" .
As consequências para a confiabilidade foram imediatas e brutais. Tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll sofreram abandonos nas duas primeiras corridas (Austrália e China) diretamente devido a problemas técnicos ligados à unidade de potência Honda . A equipe conseguiu completar apenas cerca de 400 voltas nos testes de pré-temporada – aproximadamente metade da distância que a Williams alcançou no mesmo período, apesar de a Williams ter ficado de fora do teste de Barcelona . As vibrações eram tão severas que Alonso relatou ter tirado as mãos do volante durante o GP da China para evitar danos nos nervos, e havia o temor de que os pilotos pudessem sofrer danos nervosos permanentes .
A Honda trouxe "contramedidas" para o GP de Miami no final de abril, o que melhorou ligeiramente a dirigibilidade, mas não resolveu o déficit subjacente . O próprio Mike Krack observou que resolver a confiabilidade apenas revelou problemas mais profundos: "Infelizmente, assim que você resolve seus problemas de confiabilidade, todo mundo foca apenas no desempenho… temos alguns passos importantes a dar, não passos pequenos" . O AMR26 estava cerca de 3,5 segundos mais lento que o ritmo mais rápido da classificação mesmo após as correções iniciais .
Numa avaliação notavelmente sincera, dada antes do GP da Áustria de 2026, o Diretor de Pista da Aston Martin, Mike Krack, foi perguntado onde a equipe precisa melhorar. Sua resposta: "Acho que é tudo" .
Krack elaborou: "Se fosse apenas uma coisa, seria muito fácil. O problema que o Lance achava que tinha é uma questão clara de dirigibilidade… precisamos melhorar em todas as áreas" .
O déficit abrange potência, dirigibilidade, aerodinâmica, peso do chassi e ritmo geral – não é uma única falha corrigível. Krack reconheceu que o carro não é bom em curvas de alta velocidade, admitindo que a equipe deve ser "honesta" sobre sua contribuição para o terrível déficit . O AMR26 teve dificuldades em pistas de características muito diferentes – Mônaco e Espanha – confirmando que os problemas são sistêmicos e não específicos de cada circuito .
As atualizações de verão planejadas estão no cronograma, com a Honda esperando introduzir a ADUO (Oportunidade de Atualização de Desenvolvimento Adicional) no meio do verão para trabalhar na potência e na redução do atrito . Mas Koji Watanabe alertou contra o otimismo de forma contundente.
De acordo com várias fontes, Watanabe afirmou que a atualização de verão "não vai salvar a temporada" . A razão é clara: o orçamento foi consumido apenas para tornar o motor seguro de dirigir, deixando pouco espaço para grandes ganhos de desempenho . Mesmo que os problemas de vibração sejam totalmente resolvidos e o motor funcione em potência máxima, Watanabe admitiu que a equipe pode ainda não ser capaz de competir com o resto do grid . A diferença é estrutural, tanto na unidade de potência quanto no chassi.
A Honda está adotando oficialmente uma abordagem gradual, de "modo de sobrevivência", porque levará um tempo significativo para alcançar o resto do grid . Uma fonte da Marca confirmou que há esperança para as atualizações de verão e a ADUO, mas que não será um ressurgimento total .
De acordo com a classificação oficial da Fórmula 1, a Aston Martin está em 10º no campeonato de construtores com 1 ponto a partir da 10ª etapa (antes do GP da Áustria), à frente apenas da Cadillac, que ainda não pontuou .
A Mercedes lidera com 262 pontos no mesmo estágio. A diferença para a 9ª colocada, a Audi (2 pontos), é pequena, enquanto a distância para a 8ª, a Williams (11 pontos), ilustra o isolamento da Aston Martin no fundo da tabela . Ambos os pilotos – Fernando Alonso e Lance Stroll – estão na parte inferior da classificação de pilotos com pontos insignificantes ou zero .
Conclusão: A Aston Martin está numa crise mais profunda do que qualquer componente isolado pode explicar. As vibrações debilitantes do motor Honda e a má integração com o chassi AMR26 destruíram a temporada da equipe antes mesmo de ela começar. A avaliação de "tudo" de Krack não é exagero – a equipe é simultaneamente a mais lenta em potência, a menos confiável, aerodinamicamente deficiente e limitada por restrições orçamentárias que impedem uma fuga rápida. Não se espera que a atualização de verão mude a posição fundamental da equipe.