O TSME é um recurso de criptografia de memória baseado em hardware que criptografa automaticamente todos os dados na RAM do sistema para proteger contra ataques físicos, como ataques de boot frio, remoção de memória e espionagem física. Ele estava presente e funcionando em processadores Ryzen para consumidores há anos, através das arquiteturas Zen 2, Zen 3 e Zen 4 . Crucialmente, o silício desses chips ainda suporta o recurso — a AMD simplesmente instruiu o firmware a parar de expô-lo .
A descoberta veio de uma fonte inesperada: um usuário de Linux focado em privacidade.
Descoberta: O pesquisador de segurança Ben Kilpatrick notou que o TSME havia desaparecido de seu sistema Ryzen após atualizar o firmware. Ele iniciou uma investigação de meses, acompanhada no GitHub .
Confirmação: Kilpatrick executou o Host Security ID (HSI), uma ferramenta de auditoria de firmware, que relatou que o TSME não era mais suportado — mesmo que ele tivesse a opção de ativá-lo na BIOS em versões anteriores de firmware . A mudança foi rastreada especificamente para o AGESA 1.2.7.0. A MSI, uma fabricante de placas-mãe, confirmou posteriormente que o TSME estava disponível no AGESA 1.2.6.0, mas desabilitado na versão mais recente .
Por que foi difícil de detectar: Em sistemas Windows, os usuários não tinham uma maneira prática de perceber a mudança. No Linux, a detecção exigia a execução de ferramentas de auditoria especializadas . Se Kilpatrick não tivesse investigado, a mudança poderia ter passado despercebida indefinidamente .
Reação da comunidade: A indignação foi rápida e generalizada.
Resposta oficial da AMD: Após a reação negativa, a AMD emitiu uma declaração:
"Com relação a certos processadores de desktop Ryzen 9000 não-PRO, uma opção de BIOS para ativar o Memory Guard estava disponível anteriormente, mas foi removida em uma atualização recente. Com base no valioso feedback da comunidade, vamos restabelecer esta opção em uma atualização de BIOS em julho."
A AMD confirmou que:
A AMD afirmou que "valoriza a segurança dos dados do cliente", mas não explicou publicamente por que o TSME foi removido — se foi uma decisão de licenciamento, uma estratégia de segmentação de produtos ou um erro interno .
O incidente do TSME não é um evento isolado. Ele se encaixa em um padrão de mudanças que afetam a segurança feitas silenciosamente através do firmware AGESA proprietário da AMD:
Vulnerabilidade PMIC do DDR5 no AGESA (CVE-2025-48516, maio de 2026): Uma configuração padrão insegura no bootloader AGESA para módulos de memória DDR5 poderia permitir escalada de privilégio local e negação de serviço permanente .
Bug de microcódigo do Zen 5 (CVE-2025-62626, 2025): Uma vulnerabilidade de alta gravidade no Zen 5 que gerava chaves de números aleatórios potencialmente previsíveis (RDSEED), corrigida através de uma atualização de firmware AGESA .
CVE-2024-56161 (fev de 2025): Uma falha crítica (CVSS 7.2) que poderia quebrar as proteções do Secure Encrypted Virtualization (SEV-SNP) ao permitir a injeção de microcódigo malicioso devido à verificação de assinatura inadequada .
Estouro de buffer no bootloader AGESA (CVE-2025-29951): Uma vulnerabilidade no bootloader do AMD Secure Processor (ASP) permitindo escalada de privilégio e execução de código arbitrário .
Problemas de transparência de longa data com o AGESA: A AMD tem sido criticada por seu firmware AGESA de código fechado — o oposto do firmware AMD openSIL de código aberto que a empresa promete adotar desde 2023 . Essa falta de visibilidade significa que mudanças de segurança como a remoção do TSME podem passar despercebidas sem auditoria independente.
A remoção do TSME se encaixa em um padrão mais amplo: mudanças que afetam a segurança feitas silenciosamente através do firmware AGESA proprietário, descobertas apenas por pesquisadores independentes, seguidas por uma resposta reativa somente após pressão pública. O incidente renovou os pedidos para que a AMD acelere sua transição para a iniciativa de firmware de código aberto openSIL . Por enquanto, os usuários de Ryzen devem estar cientes de que os recursos de segurança que seu sistema relata podem não corresponder ao que o firmware está realmente entregando — e que a verificação independente pode ser a única maneira de ter certeza.
O TSME é um recurso de criptografia de memória baseado em hardware que criptografa automaticamente todos os dados na RAM do sistema para proteger contra ataques físicos, como ataques de boot frio, remoção de memória e espionagem física. Ele estava presente e funcionando em processadores Ryzen para consumidores há anos, através das arquiteturas Zen 2, Zen 3 e Zen 4 . Crucialmente, o silício desses chips ainda suporta o recurso — a AMD simplesmente instruiu o firmware a parar de expô-lo .
A descoberta veio de uma fonte inesperada: um usuário de Linux focado em privacidade.
Descoberta: O pesquisador de segurança Ben Kilpatrick notou que o TSME havia desaparecido de seu sistema Ryzen após atualizar o firmware. Ele iniciou uma investigação de meses, acompanhada no GitHub .
Confirmação: Kilpatrick executou o Host Security ID (HSI), uma ferramenta de auditoria de firmware, que relatou que o TSME não era mais suportado — mesmo que ele tivesse a opção de ativá-lo na BIOS em versões anteriores de firmware . A mudança foi rastreada especificamente para o AGESA 1.2.7.0. A MSI, uma fabricante de placas-mãe, confirmou posteriormente que o TSME estava disponível no AGESA 1.2.6.0, mas desabilitado na versão mais recente .
Por que foi difícil de detectar: Em sistemas Windows, os usuários não tinham uma maneira prática de perceber a mudança. No Linux, a detecção exigia a execução de ferramentas de auditoria especializadas . Se Kilpatrick não tivesse investigado, a mudança poderia ter passado despercebida indefinidamente .
Reação da comunidade: A indignação foi rápida e generalizada.
Resposta oficial da AMD: Após a reação negativa, a AMD emitiu uma declaração:
"Com relação a certos processadores de desktop Ryzen 9000 não-PRO, uma opção de BIOS para ativar o Memory Guard estava disponível anteriormente, mas foi removida em uma atualização recente. Com base no valioso feedback da comunidade, vamos restabelecer esta opção em uma atualização de BIOS em julho."
A AMD confirmou que:
A AMD afirmou que "valoriza a segurança dos dados do cliente", mas não explicou publicamente por que o TSME foi removido — se foi uma decisão de licenciamento, uma estratégia de segmentação de produtos ou um erro interno .
O incidente do TSME não é um evento isolado. Ele se encaixa em um padrão de mudanças que afetam a segurança feitas silenciosamente através do firmware AGESA proprietário da AMD:
Vulnerabilidade PMIC do DDR5 no AGESA (CVE-2025-48516, maio de 2026): Uma configuração padrão insegura no bootloader AGESA para módulos de memória DDR5 poderia permitir escalada de privilégio local e negação de serviço permanente .
Bug de microcódigo do Zen 5 (CVE-2025-62626, 2025): Uma vulnerabilidade de alta gravidade no Zen 5 que gerava chaves de números aleatórios potencialmente previsíveis (RDSEED), corrigida através de uma atualização de firmware AGESA .
CVE-2024-56161 (fev de 2025): Uma falha crítica (CVSS 7.2) que poderia quebrar as proteções do Secure Encrypted Virtualization (SEV-SNP) ao permitir a injeção de microcódigo malicioso devido à verificação de assinatura inadequada .
Estouro de buffer no bootloader AGESA (CVE-2025-29951): Uma vulnerabilidade no bootloader do AMD Secure Processor (ASP) permitindo escalada de privilégio e execução de código arbitrário .
Problemas de transparência de longa data com o AGESA: A AMD tem sido criticada por seu firmware AGESA de código fechado — o oposto do firmware AMD openSIL de código aberto que a empresa promete adotar desde 2023 . Essa falta de visibilidade significa que mudanças de segurança como a remoção do TSME podem passar despercebidas sem auditoria independente.
A remoção do TSME se encaixa em um padrão mais amplo: mudanças que afetam a segurança feitas silenciosamente através do firmware AGESA proprietário, descobertas apenas por pesquisadores independentes, seguidas por uma resposta reativa somente após pressão pública. O incidente renovou os pedidos para que a AMD acelere sua transição para a iniciativa de firmware de código aberto openSIL . Por enquanto, os usuários de Ryzen devem estar cientes de que os recursos de segurança que seu sistema relata podem não corresponder ao que o firmware está realmente entregando — e que a verificação independente pode ser a única maneira de ter certeza.