Em 24 de julho, um F-16 romeno abateu um drone que entrou no espaço aéreo do país — a primeira vez que um estado-membro da OTAN realizou tal ação . Em 25 de julho, um segundo drone foi interceptado. Em 26 de julho, um terceiro drone foi abatido sobre o Mar Negro por um F-16 romeno, cinco minutos após entrar no espaço aéreo do país; o presidente Nicușor Dan classificou as incursões repetidas como "intoleráveis" . As Forças Armadas romenas identificaram os drones como sendo do tipo Shahed (Geran-2), o mesmo modelo que a Rússia utiliza em ataques contra a Ucrânia . As interceptações foram realizadas sob comando e controle da OTAN, com caças F-16 romenos e Eurofighter Typhoons italianos atuando em conjunto .
Em 27 de julho, um quarto drone cruzou o espaço aéreo romeno sobre o Delta do Danúbio. Embora tenha retornado ao espaço aéreo ucraniano sem ser engajado, o Ministério das Relações Exteriores da Romênia respondeu declarando um funcionário da embaixada russa persona non grata (dando-lhe cinco dias para deixar o país) e convocando o embaixador romeno em Moscou para consultas . O embaixador russo Vladimir Lipaev foi convocado ao Ministério, onde lhe foram mostrados fragmentos de um drone destruído sobre território romeno, que os promotores confirmaram ser de origem russa .
Em 29 de maio de 2026, um drone Shahed (Geran-2) russo caiu sobre um prédio de apartamentos residencial na cidade de Galați, provocando um incêndio e ferindo duas pessoas . Um laudo técnico posterior confirmou formalmente que o drone era um Geran-2 russo; fragmentos encontrados no local tinham a inscrição "GERAN-2" em cirílico, e os componentes eletrônicos e elementos estruturais eram idênticos aos encontrados anteriormente em outros drones do mesmo tipo . Como resposta, a Romênia expulsou o cônsul-geral da Rússia em Constanța e ordenou o fechamento do consulado russo no Mar Negro .
A OTAN condenou o ataque em Galați em maio, com o secretário-geral Mark Rutte afirmando que a aliança estava "preparada para defender cada centímetro" de seu território . Durante as incursões de julho, as interceptações foram realizadas sob comando e controle da OTAN, com um porta-voz militar sênior da aliança classificando as violações como "inaceitáveis e intoleráveis" . A OTAN, no entanto, não ativou o Artigo 5, uma vez que as incursões foram tratadas como violações repetidas do espaço aéreo, e não como um ataque "sustentado" que dispararia a defesa coletiva . O embaixador dos Estados Unidos na OTAN, Matthew Whitaker, afirmou que a aliança "defenderá cada centímetro" de seu território .
A decisão da Romênia de expulsar um diplomata russo e convocar seu embaixador marca uma deterioração significativa nas relações bilaterais, impulsionada pela crescente frequência e gravidade das incursões de drones. Os três abates consecutivos por F-16 representam um fato histórico para um estado-membro da OTAN, e a resposta diplomática sinaliza que Bucareste não está mais disposta a tratar essas violações como mero efeito colateral da guerra na Ucrânia.