De forma mais crítica, Khamenei vinculou explicitamente esse apoio ao acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã de junho de 2026, conhecido como Memorando de Islamabad, declarando que "a preservação total da integridade territorial do Líbano e o fim imediato e incondicional da agressão sionista permanecem como pré-requisitos inegociáveis do Irã sob o memorando de 14 pontos" . Ele afirmou que a paz entre Teerã e Washington depende de Israel interromper seus ataques ao Líbano — uma condição que não faz parte do acordo assinado .
O Memorando de Islamabad é um acordo-quadro de 14 pontos, co-mediado pelo Paquistão e pelo Catar, assinado digitalmente em 14 de junho de 2026 e formalmente na Suíça em 19 de junho de 2026 . As principais disposições, reportadas por múltiplas fontes, incluem:
Desde que assumiu o poder em março de 2026, Mojtaba Khamenei se comunica com o Hezbollah exclusivamente por meio de mensagens escritas — ele não apareceu em público nem em novas imagens ou vídeos . O padrão é consistente:
Todas as comunicações são escritas (Telegram ou narração na TV estatal), todas reafirmam o apoio incondicional ao Hezbollah, e nenhuma envolve uma aparição pública — o que analistas atribuem à possibilidade de Khamenei ainda estar gravemente ferido ou incapacitado . De acordo com o Institute for the Study of War, o regime poderia facilmente dissipar os rumores com um simples vídeo, mas não o fez, apesar de ter muitos incentivos para isso .
A declaração de Khamenei em julho de 2026 contradiz diretamente os termos-chave do Memorando de Islamabad ao vincular o cumprimento do Irã a uma exigência — a retirada total de Israel do Líbano — que não faz parte do acordo assinado . As consequências práticas:
Em resumo: a carta de Khamenei de julho de 2027 não apenas reafirma o apoio ao Hezbollah nos termos mais fortes, mas reinterpreta o acordo de junho de 2026 como dependente de uma retirada israelense que não faz parte do acordo escrito. O processo de paz permanece congelado enquanto os combates continuam.