A vulnerabilidade explora uma incompatibilidade de proveniência na forma como o Claude Code processa arquivos de instrução. O ataque segue estes passos:
CLAUDE.md com aparência normal, mas com uma diretiva @import apontando para um arquivo dentro do repositório — por exemplo, @./link .link) é, na verdade, um link simbólico (armazenado no Git) que aponta para um arquivo fora do repositório, como /etc/passwd ou ../../../../home/usuario/.ssh/id_rsa. O Git preserva symlinks durante a clonagem .CLAUDE.md e encontra a importação @./link. Ele verifica se o caminho lexical (./link) está dentro do projeto — e está —, então a importação é classificada como "interna" e nenhum diálogo de aprovação é exibido .ANTHROPIC_BASE_URL no repositório pode redirecionar a requisição para um servidor controlado pelo atacante, completando a exfiltração .O ponto crucial da descoberta não é que o Claude Code segue symlinks — isso é documentado e intencional. A novidade é a burla do consentimento: a verificação de importação externa é feita no caminho não resolvido, a leitura opera no caminho resolvido, e o carregador de memória nunca recebeu a correção de resolução de symlink que foi aplicada em duas vulnerabilidades anteriores .
A Tego AI reportou o problema através do HackerOne em julho de 2026. A Anthropic fechou o relatório como "Informativo" — ou seja, não o tratou como uma vulnerabilidade de segurança dentro do seu modelo de ameaças atual .
A justificativa da Anthropic: em seu modelo, o diálogo "confiar nesta pasta" é a fronteira de segurança. Aceitar esse diálogo já concede ao projeto amplo acesso de leitura, edição e execução. A Tego AI não contesta que a Anthropic aplica esse modelo de forma consistente, mas argumenta que a descoberta ainda é relevante porque os dados saem da máquina de forma automática, silenciosa e sem o conhecimento do usuário .
Vale notar que o mesmo padrão de falha — verificar o symlink vs. a regra de segurança — já havia sido corrigido duas vezes antes no subsistema de permissões do Claude Code:
Ambas as correções anteriores resolviam o symlink antes de verificar as permissões — mas essa correção nunca foi aplicada ao caminho do carregador de memória .
A divulgação da Tego AI é a segunda falha no ecossistema Claude em uma semana. Em 14 de julho de 2026, a Tego revelou que a integração do Claude Tag com o Slack poderia ser acionada pelo texto simples @Claude em qualquer mensagem, potencialmente permitindo ações empresariais não autorizadas .
Além do trabalho da Tego, o Claude Code acumulou pelo menos 28 CVEs em aproximadamente um ano de existência, incluindo:
/copy gravava respostas em um caminho temporário de leitura mundial /tmp/claude/response.md, permitindo que qualquer usuário local lesse segredos Pesquisas em toda a indústria mostram que isso não é exclusivo da Anthropic:
A tensão arquitetural subjacente é consistente em toda a indústria: agentes de codificação com IA precisam de amplo acesso ao sistema de arquivos, shell e rede para serem úteis — mas esse acesso elevado é o mesmo privilégio que um atacante precisa. Cada escape de sandbox, path traversal e bypass de diálogo de confiança decorre desse mesmo desafio . A superfície de ataque não está diminuindo; novos recursos adicionam novos vetores mais rápido do que os existentes são corrigidos.
A vulnerabilidade no Claude Code, divulgada pela Tego AI, expõe uma falha crítica de segurança que pode passar despercebida por desenvolvedores desatentos. Embora a Anthropic não a considere uma vulnerabilidade, o fato de dados confidenciais poderem ser extraídos silenciosamente ressalta a importância de uma postura de segurança proativa ao usar ferramentas de IA. A comunidade de segurança continua a descobrir e relatar esses problemas, destacando a necessidade de uma colaboração contínua entre pesquisadores e empresas para garantir a segurança dos usuários.