| Posição | Marca | Participação nas tentativas de phishing |
|---|---|---|
| 1 | Microsoft | 23,0% |
| 2 | 11,6% | |
| 3 | 6,7% | |
| 4 | Apple | 5,8% |
| 5 | Amazon | 5,2% |
| 6–10 | WhatsApp, Facebook, Instagram, Netflix, ChatGPT (por volta da 10ª posição) | ~1–3% cada |
A Microsoft está no topo há vários trimestres consecutivos, mas a ascensão do LinkedIn ao segundo lugar chama a atenção e reflete um aumento nos ataques que miram o roubo de credenciais profissionais . A estreia do ChatGPT é a mudança mais comentada: é a primeira vez que uma plataforma de IA aparece no Top 10 desde que a Check Point começou a monitorar a falsificação de marcas
.
O padrão é bem conhecido: quando uma plataforma atinge centenas de milhões de usuários, ela se torna um alvo de alto valor para phishing. A mesma coisa aconteceu com Microsoft, Google, Facebook e agora com o ChatGPT . “O ChatGPT tem centenas de milhões de usuários, e os atacantes seguem a base de usuários”, como vários analistas de cibersegurança apontaram
.
As campanhas de phishing mais comuns com o nome do ChatGPT não tentam enganar os usuários com jargões técnicos. Elas exploram um medo simples e poderoso: o medo de perder o acesso. Os golpistas enviam e-mails urgentes alegando que o pagamento do ChatGPT Plus falhou ou que a assinatura está prestes a expirar, e direcionam as vítimas para páginas de pagamento falsas .
Exemplos reais de phishing direcionado ao ChatGPT incluem:
O gatilho psicológico é sempre o mesmo: "Você vai perder o acesso ao GPT-5, aos seus fluxos de trabalho ou ao seu plano pago" .
Duas tendências estão convergindo. Primeiro, os golpistas usam inteligência artificial generativa para escrever e-mails de phishing mais convincentes, com a identidade visual correta, logotipos e gramática impecável — o que torna mais difícil para os usuários identificarem a fraude . Segundo, os criminosos agora estão falsificando os próprios serviços de IA para roubar credenciais e dados de pagamento
.
Mais preocupante ainda é uma vulnerabilidade chamada ChatGPhish, divulgada em junho de 2026 pela Permiso Security. Ela demonstrou que qualquer página web pública resumida pelo ChatGPT pode injetar links de phishing, alertas de segurança falsos e códigos QR diretamente na interface do ChatGPT, por meio de injeção indireta de prompt — sem comprometer a infraestrutura da OpenAI . Um usuário que pede ao ChatGPT para resumir uma página controlada por um atacante pode ver um falso "alerta de segurança" ou uma solicitação de "atualize seu método de pagamento" como se fosse parte da interface confiável do ChatGPT.
A Kaspersky relatou que as ameaças cibernéticas que imitam o ChatGPT aumentaram 115% nos primeiros quatro meses de 2025 em comparação com o período anterior . O ranking do 2º trimestre de 2026 formaliza o que as empresas de segurança já alertavam: os serviços de IA estão firmemente no radar dos cibercriminosos, e o volume de ataques está crescendo mais rápido do que a maioria dos usuários imagina.