A captação líquida também atingiu um novo pico. As entradas líquidas no primeiro semestre de 2026 somaram US$ 70,4 bilhões , consolidando o período de dois trimestres com as maiores entradas desde 2007 . Os fundos multiestratégia foram os que mais atraíram capital, recebendo US$ 43,4 bilhões na primeira metade do ano .
O capital total da indústria global de fundos hedge saltou para US$ 5,6 trilhões no segundo trimestre, marcando o 15º aumento trimestral consecutivo . O incremento trimestral de US$ 409,3 bilhões foi o maior já registrado, com US$ 364 bilhões provenientes apenas de ganhos de performance — também um recorde . Isso acontece após o primeiro trimestre de 2026, quando o setor já tinha atingido US$ 5,22 trilhões , o que significa que a indústria adicionou cerca de US$ 380 bilhões em capital novo líquido em um único trimestre .
A recuperação das ações no segundo trimestre foi uma "retomada em ritmo acelerado da tese de alta da IA", com a liderança do mercado cada vez mais concentrada nos papéis considerados vencedores da inteligência artificial . Os fundos hedge migraram agressivamente para a infraestrutura de IA. O Goldman Sachs reportou uma concentração recorde em ações de semicondutores nas carteiras compradas dos fundos — enquanto fugiam das ações de software com medo de disrupção causada pela IA agêntica .
A Morningstar destacou que as ações de hardware de IA tiveram algumas das maiores altas trimestrais da história para índices focados em inteligência artificial, mesmo após três anos de ganhos consecutivos . Fundos hedge com foco na Ásia que apostaram na cadeia de suprimentos de semicondutores e IA registraram retornos de três dígitos até maio de 2026 . A Samsung disparou 436% e a SK Hynix subiu quase 230% durante o trimestre .
Uma pesquisa da Natixis revelou que 91% dos estrategistas acreditam que a IA será o principal fator a impulsionar o desempenho do mercado no segundo semestre de 2026 .
A indústria entra na segunda metade de 2026 em sua posição estrutural mais forte em mais de uma década, com o sentimento dos investidores em máximas históricas — 91% dos alocadores disseram que suas carteiras atingiram ou superaram as expectativas pelo segundo ano consecutivo . O Goldman Sachs observou que 49% dos alocadores ainda planejam aumentar sua exposição a fundos hedge neste ano .
No entanto, várias projeções importantes alertam que os "retornos fáceis de 2025 dificilmente se repetirão" . O ambiente continua marcado por valuations elevados, incertezas geopolíticas (como o conflito no Irã), sinais macroeconômicos desiguais e disrupção tecnológica . A CV5 Capital argumenta que o restante de 2026 recompensará a dispersão, as estratégias macro e a disciplina de mercado neutro, em vez da exposição direcional a índices .
A BlackRock vê um ambiente amplamente favorável para a geração de alfa em meio à crescente diferenciação entre ativos, empresas e regiões, alertando que a calma superficial pode esconder uma fragilidade subjacente . A mensagem de várias grandes gestoras de ativos é consistente: os fundos hedge estão bem posicionados, mas o ritmo recorde de 2025 e do início de 2026 dificilmente se repetirá sem um aumento da volatilidade e um posicionamento mais seletivo.