ExxonMobil sinalizou, em um documento de 7 de julho à SEC, que seus lucros no segundo trimestre seriam aproximadamente US$ 5 bilhões maiores do que no primeiro trimestre, com analistas projetando um lucro líquido ajustado de aproximadamente US$ 15,7–US$ 15,9 bilhões . Um relatório separado afirmou que a empresa registrou US$ 7,1 bilhões em lucro GAAP com receita de US$ 84,0 bilhões
. A discrepância entre a estimativa dos analistas e o valor GAAP reflete diferenças nas métricas de lucro — os analistas focam em resultados ajustados (não-GAAP) que excluem itens pontuais e certos efeitos de temporização.
Chevron está "pronta para superar" as estimativas de lucro do segundo trimestre com receita de petróleo em alta e margens de refino melhores, de acordo com a UBS Securities, que elevou sua estimativa de lucro por ação para US$ 5,70, ante US$ 3,82 . A Chevron divulgará seus resultados em 31 de julho
.
Shell e BP não haviam publicado os resultados do segundo trimestre nas fontes disponíveis. Nenhuma das duas empresas havia divulgado números finais até os artigos mais recentes consultados (23 de julho de 2026). Os resultados do segundo trimestre da Equinor também não foram encontrados nos dados recuperados .
Três fatores interligados impulsionaram o aumento dos lucros:
A guerra dos EUA e Israel com o Irã, que começou em 28 de fevereiro de 2026. No final de março, o petróleo Brent havia subido mais de 50% desde o início do conflito, de acordo com uma pesquisa de analistas da Reuters . O Banco Mundial descreveu a subsequente perturbação do mercado de petróleo como a maior da história
.
O fechamento quase total do Estreito de Ormuz. O Irã declarou o estreito fechado para todas as embarcações em junho, avisando que qualquer navio que tentasse navegar seria atacado . Cerca de 20% do petróleo e GNL globais transitam pelo canal
. O J.P. Morgan alertou que a produção de petróleo do Iraque e do Kuwait poderia ser interrompida em questão de dias, estimando perdas potenciais de oferta de até 4,7 milhões de barris por dia
.
Margens de refino acentuadamente melhores. Tanto a Exxon quanto a TotalEnergies citaram isso como um segundo grande motor de lucro, juntamente com os preços mais altos do petróleo bruto, à medida que os mercados de combustível se apertaram em todo o mundo .
O desempenho do petróleo Brent no segundo trimestre de 2026 foi nada menos que extraordinário:
Essa volatilidade dramática criou condições ideais para as mesas de trading de petróleo, que prosperam com as oscilações de preços.
O desempenho da TotalEnergies ilustra a vantagem das petroleiras europeias com grandes operações de trading de petróleo. A empresa citou explicitamente os "resultados de trading de petróleo" como um motor chave, juntamente com preços mais altos do petróleo e margens de refino mais fortes . Seus resultados de downstream e fluxo de caixa "aumentaram acentuadamente" em comparação com o primeiro trimestre
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A tendência mais ampla já era visível no primeiro trimestre de 2026: cinco petroleiras europeias (BP, Repsol, TotalEnergies, Eni e Equinor) registraram lucros combinados de US$ 21,7 bilhões, um aumento de 43% em relação ao ano anterior, impulsionado pela mesma volatilidade induzida pela guerra .
As fontes disponíveis não contêm artigos específicos detalhando a resposta do governo Trump a esses lucros, como potenciais impostos sobre lucros extraordinários ou ações políticas contra as grandes petroleiras antes das eleições de meio de mandato de novembro de 2026. O contexto mais amplo — que esses lucros massivos ocorrem durante uma guerra na qual os EUA estão ativamente envolvidos e a apenas alguns meses de uma grande eleição — sugere fortemente sensibilidade política, mas nenhuma declaração ou ação concreta da administração foi capturada nos dados consultados.
As cinco maiores petroleiras ocidentais estão a caminho de um lucro combinado no segundo trimestre de 2026 estimado em US$ 35–40 bilhões ou mais, com a TotalEnergies (alta de 68%) e a ExxonMobil (potencialmente triplicando o lucro ajustado do primeiro trimestre) liderando o caminho. A guerra dos EUA e Israel com o Irã e o fechamento quase total do Estreito de Ormuz foram os principais impulsionadores, criando um choque no mercado de petróleo que o Banco Mundial chamou de "o maior da história". As petroleiras europeias com grandes mesas de trading — particularmente a TotalEnergies — se beneficiaram desproporcionalmente da volatilidade. Mas Shell, BP e Chevron ainda não haviam divulgado os números finais até o final de julho, o que significa que o quadro completo ainda está incompleto. O escrutínio político do governo Trump, embora amplamente esperado devido ao timing eleitoral, não foi documentado nas fontes disponíveis.