O marco representa um novo capítulo para a desenvolvedora de Vancouver, que busca a fusão nuclear comercial há mais de duas décadas . Mas o caminho até o sino foi tudo menos direto.
A General Fusion abriu capital por meio de uma fusão com a Spring Valley Acquisition Corp. III (NASDAQ: SVAC), uma SPAC (special purpose acquisition company) focada em energia e descarbonização .
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Data do anúncio | 21 de janeiro de 2026 |
| Valor de equity pro-forma | ~US$ 1 bilhão |
| PIPE (Private Investment in Public Equity) | ~US$ 107,7 milhões (super-subscrito) |
| Caixa total no fechamento | ~US$ 150 milhões |
| Fundo da SPAC (pré-resgates) | ~US$ 230 milhões |
| Resgates | ~87% dos cotistas da SPAC resgataram, deixando menos de US$ 30 milhões do fundo original |
| Data de listagem | 13 de julho de 2026 |
| Ticker | GFUZ (ações), GFUZW (warrants) |
| Primeiro dia de negociação | Abriu a ~US$ 12,85; rally de ~40% no intraday |
A alta taxa de resgate — cerca de 87% dos cotistas da SPAC sacaram seu dinheiro — fez com que a General Fusion precisasse contar principalmente com o PIPE e seu próprio caixa para financiar as operações . A Axios reportou que os recursos da SPAC devem manter a empresa financiada pelo menos até 2028 .
A General Fusion utiliza a Fusão por Alvo Magnetizado (MTF), uma abordagem híbrida que confina magneticamente um plasma aquecido e, em seguida, o comprime mecanicamente até as condições de fusão . Isso é diferente dos projetos de tokamak ou stellarator seguidos por outras empresas. A companhia detém 210 patentes emitidas e em andamento e é uma das apenas quatro empresas privadas no mundo a ter alcançado e publicado resultados significativos de fusão revisados por pares .
A Lawson Machine 26 (LM26) — a máquina de demonstração MTF de grande escala da General Fusion em Richmond, Colúmbia Britânica — foi construída e comissionada em menos de dois anos . Em junho de 2026, a empresa anunciou ter alcançado aquecimento de plasma por compressão na LM26, registrando temperaturas de elétrons no plasma de aproximadamente 0,72 keV (cerca de 8,4 milhões de °C) . A máquina foi projetada para atingir 10 keV (~100 milhões de °C) e o equivalente ao breakeven científico .
A LM26 comprime o plasma com um revestimento de lítio a 50% do diâmetro da escala comercial e atualmente está operando e formando plasmas regularmente .
| Fase | Meta | Cronograma |
|---|---|---|
| Demonstração LM26 | 1 keV (10M°C) → 10 keV (100M°C) → Critério de Lawson / breakeven | 2026–2028 |
| Usina piloto comercial | Primeira usina de fusão conectada à rede | Início a meados dos anos 2030 |
| Parceria com a Itália | Roteiro em fases para implantar a tecnologia MTF na Itália para geração em escala de rede | Anunciada em julho de 2026 |
O objetivo declarado da empresa é fornecer energia de fusão comercial para a rede elétrica no início ou meados da década de 2030 .
A General Fusion é agora uma empresa pública listada na Nasdaq (GFUZ) com aproximadamente US$ 150 milhões em caixa para financiar o programa LM26 até marcos críticos . A ação estreou com força, ganhando cerca de 40% no primeiro dia, embora a estrutura da SPAC tenha tido altos resgates e a empresa enfrente os riscos típicos do desenvolvimento de fusão pré-receita . A companhia está buscando ativamente a comercialização internacional, incluindo uma parceria recentemente anunciada para explorar a implantação da tecnologia MTF na Itália .
Uma ressalva necessária: A energia de fusão continua sendo uma tecnologia não comprovada em escala comercial. O cronograma da General Fusion, como o de todas as desenvolvedoras de fusão, depende do sucesso em alcançar o breakeven científico e, em seguida, em projetar uma usina pronta para a rede — ambos marcos de alto risco que nenhuma empresa privada ainda alcançou. A empresa também enfrentou demissões e um apelo público por investimento de seu CEO em 2025 antes de garantir o acordo com a SPAC .