O Conselho de Ministros Federal da Bélgica aprovou uma proibição de importar mercadorias produzidas em assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados, incluindo a Cisjordânia e Jerusalém Oriental . O compromisso de impor a proibição foi assumido pela primeira vez em setembro de 2025, mas divergências políticas e negociações atrasaram a medida por quase um ano. O acordo final foi alcançado em 18 de julho de 2026, durante uma maratona noturna de reunião do gabinete, pouco antes do governo entrar no recesso de verão
. A proibição abrange produtos de "territórios palestinos ocupados ilegalmente", embora os detalhes específicos de implementação ainda estejam sendo finalizados
. A medida foi originalmente proposta em resposta à campanha militar de Israel em Gaza e fez parte de um pacote mais amplo de 12 sanções contra Israel que a Bélgica anunciou em setembro de 2025, que também incluía o reconhecimento do Estado palestino
.
A Bélgica é o quarto país europeu a impor tal proibição, juntando-se a um grupo pequeno, mas de rápido crescimento, que age sobre uma questão ainda não resolvida no nível da UE . Aqui está a cronologia das proibições nacionais:
No nível da UE, em 13 de julho de 2026, os ministros das Relações Exteriores realizaram um debate sobre uma potencial proibição em todo o bloco. A Comissão Europeia apresentou três opções: proibição total, restrições parciais ou requisitos de rotulagem . A chefe de Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, disse que uma proibição total do comércio com assentamentos ilegais recebeu "maior apoio" dos estados-membros, com o maior grupo de países apoiando medidas que não exigiriam unanimidade
. No entanto, nenhuma decisão vinculativa foi tomada, e críticos acusaram a UE de "arrastar os pés" apesar do amplo impulso político
. França e Suécia instaram a Comissão Europeia a adotar restrições em toda a UE
. O debate na UE está em andamento e nenhuma proibição em todo o bloco foi ainda promulgada.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina saudou a decisão da Bélgica, classificando-a como "um passo importante para responsabilizar Israel por suas violações do direito internacional" . Israel condenou a proibição. O Jerusalem Post noticiou que o governo israelense criticou a medida, e uma série de autoridades israelenses denunciaram a decisão como discriminatória e prejudicial aos laços bilaterais
. O Egito, conforme detalhado acima, emitiu um forte apoio e pediu que outros estados da UE sigam o exemplo
. Nenhuma reação pública formal dos Estados Unidos ou de outros grandes países não pertencentes à UE foi relatada nas fontes disponíveis.
Em suma, a resposta do Egito ressalta um alinhamento internacional crescente com os esforços europeus para isolar os produtos de assentamentos israelenses, mesmo enquanto a própria UE permanece dividida sobre uma política unificada.