Fiscais da Agência Internacional de Testagem (ITA) acordaram Jonas Vingegaard às 2h da manhã e Tadej Pogačar às 5h na véspera da 15ª etapa dos Alpes [1][2]. Horas depois, Vingegaard sofreu uma queda violenta a 20 km da chegada, fraturou a clavícula e abandonou o Tour [5][7][33].

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O Tour de France de 2026 foi abalado em sua 15ª etapa por uma sequência de eventos que começaram antes do amanhecer e terminaram com o maior nome da corrida fora de combate. Nas horas que antecederam a decisiva etapa alpina, oficiais antidoping acordaram o líder da prova e seu rival mais próximo. Na linha de chegada em Plateau de Solaison, Jonas Vingegaard havia sido levado de ambulância com uma clavícula quebrada, Tadej Pogačar classificou os testes como "desumanos" e Remco Evenepoel conquistou sua primeira vitória de etapa no Tour de France.
Na noite anterior à 15ª etapa, oficiais antidoping da ITA visitaram os hotéis do líder da prova e de seu rival mais próximo. Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) foi acordado às 2h da manhã para o teste, enquanto Tadej Pogačar (UAE Team Emirates-XRG) foi testado três horas depois, por volta das 5h . Vingegaard confirmou a jornalistas que não teve uma boa noite de sono: "Tive um teste antidoping às 2h. Não foi o ideal, digamos assim"
. Já Pogačar afirmou à imprensa que dormiu apenas "quatro horas"
.
Testes sem aviso prévio são permitidos no Tour desde 2016, mas as próprias regras antidoping da UCI (Artigo 5.2) estabelecem que, entre 23h e 6h, os testes só devem ocorrer se o ciclista tiver indicado uma janela de 60 minutos para testagem, tiver consentido com o período ou se houver "suspeita séria e específica" de doping . De acordo com relatos, nenhum dos dois ciclistas havia consentido com uma janela noturna
.
Os testes provocaram uma onda de indignação no pelotão.
A Agência Internacional de Testagem emitiu um comunicado defendendo os controles noturnos. A ITA afirmou que precisa realizar testes à noite para executar um programa antidoping "eficaz" que proteja "a integridade das provas de ciclismo", e ressaltou que suas atividades de testagem estavam "sujeitas a protocolos rigorosos" . A ITA reconheceu que "os testes noturnos podem ser prejudiciais ao descanso e à recuperação dos ciclistas", mas argumentou que são necessários para detectar substâncias que poderiam ser mascaradas durante as janelas de testagem diurnas
. A agência acrescentou que suas atividades estavam sujeitas "às salvaguardas estabelecidas pelo Código Mundial Antidoping, pelas Regras Antidoping da UCI e pela lei francesa"
.
Notavelmente, segundo as regras da WADA, testagens entre 23h e 5h são permitidas apenas em "circunstâncias raras" — um ponto que Pogačar destacou em suas críticas . O próprio chefe da ITA havia indicado meses antes uma disposição para considerar a flexibilização das restrições em torno dos testes noturnos
.
A 15ª etapa terminava com uma chegada no alto do Plateau de Solaison, nos Alpes. Faltando pouco mais de 20 km, quando os candidatos à classificação geral aceleravam na aproximação da subida final, Vingegaard derrapou em uma curva à direita ao sair de uma rotatória e caiu com violência . Ele bateu o ombro no meio-fio, e a queda também levou ao chão Isaac Del Toro, Sepp Kuss e Felix Grossschartner
. Vingegaard permaneceu no chão por aproximadamente três minutos antes de ser ajudado a entrar em uma ambulância da prova, com o braço imobilizado em uma tipoia
. Mais tarde, foi diagnosticado com uma fratura na clavícula e forçado a abandonar o Tour de France
. A Visma-Lease a Bike confirmou que ele precisaria passar por cirurgia
.
Com Vingegaard fora, a ação na frente viu Remco Evenepoel (Red Bull-Bora-Hansgrohe) superar Pogačar e Isaac Del Toro na subida final para Plateau de Solaison e conquistar sua primeira vitória de etapa no Tour de France . O belga resistiu a dois ataques de Del Toro nos 800 metros finais e venceu Pogačar no sprint para a linha
.
Resultado da 15ª etapa (top 5):
| Posição | Ciclista (Equipe) | Tempo |
|---|---|---|
| 1 | Remco Evenepoel (Red Bull-Bora-Hansgrohe) | 4h 23' 09" |
| 2 | Tadej Pogačar (UAE Team Emirates-XRG) | s.t. |
| 3 | Isaac Del Toro (UAE Team Emirates-XRG) | + 0:06 |
| 4 | Paul Seixas (Decathlon AG2R) | + 0:58 |
| 5 | Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-Hansgrohe) | s.t. |
Fonte: Resultados oficiais do Tour de France
Com a saída de Vingegaard, Evenepoel subiu para segundo lugar na classificação geral. O top 5 ficou assim :
| Posição | Ciclista (Equipe) | Diferença |
|---|---|---|
| 1 | Tadej Pogačar (UAE Team Emirates-XRG) | 55h 41' 31" |
| 2 | Remco Evenepoel (Red Bull-Bora-Hansgrohe) | + 5' 00" |
| 3 | Isaac Del Toro (UAE Team Emirates-XRG) | + 5' 58" |
| 4 | Paul Seixas (Decathlon AG2R) | + 6' 23" |
| 5 | Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-Hansgrohe) | + 6' 48" |
Pogačar manteve a camisa amarela com uma vantagem confortável, enquanto o abandono de Vingegaard eliminou efetivamente seu único grande desafiante restante na classificação geral .
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Fiscais da Agência Internacional de Testagem (ITA) acordaram Jonas Vingegaard às 2h da manhã e Tadej Pogačar às 5h na véspera da 15ª etapa dos Alpes [1][2].
Fiscais da Agência Internacional de Testagem (ITA) acordaram Jonas Vingegaard às 2h da manhã e Tadej Pogačar às 5h na véspera da 15ª etapa dos Alpes [1][2]. Horas depois, Vingegaard sofreu uma queda violenta a 20 km da chegada, fraturou a clavícula e abandonou o Tour [5][7][33].
A ITA defendeu os testes noturnos como necessários para um programa antidoping 'eficaz', mas ciclistas e chefes de equipe classificaram o horário como inaceitável às vésperas da etapa mais dura dos Alpes [7][12][51].