No pico, o token era negociado a aproximadamente US$ 0,03155 por BRIAN . A frenesi demonstrou que uma única ação de mídia social de uma figura proeminente — mesmo sem qualquer conexão formal com um token — poderia movimentar centenas de milhões de dólares em valor de mercado em poucas horas
.
Em 18 de julho, Armstrong mudou sua foto de perfil novamente — desta vez para um CryptoPunk NFT recém-adquirido . O resultado foi imediato e severo:
O token efetivamente perdeu quase todo seu valor assim que o "endosso" percebido foi removido. Na mínima, o market cap tocou brevemente US$ 1,2 milhão , e em 18 de julho o token era negociado a aproximadamente US$ 0,001414 — uma queda de mais de 93% em relação à máxima de 24 horas de US$ 0,03155
.
Este episódio aconteceu em meio a uma admissão pública da Base sobre grandes falhas estratégicas. Apenas dias antes, em 13 e 14 de julho, Armstrong e o cofundador da Base, Jesse Pollak, reconheceram que a estratégia de "content coins" (moedas de conteúdo) e "on-chain social" da Base havia falhado .
A mania da memecoin BRIAN, portanto, não fez parte de uma estratégia deliberada de content coins — foi um pump espontâneo e movido a atenção que explorou o uso não intencional de um logotipo de memecoin por Armstrong.
A BRIAN tinha essencialmente valor fundamental zero. No lançamento, carregava cerca de US$ 131 mil em liquidez, nenhum protocolo, nenhuma utilidade, nenhum produto e nenhum roadmap — seu valor era impulsionado inteiramente por narrativa, divulgação comunitária e volume de negociação de curto prazo . A oferta do token estava fortemente concentrada em carteiras iniciais, tornando-o altamente suscetível a grandes vendas
. Uma análise descreveu o ativo como "um ativo especulativo de alto risco, em vez de um investimento"
.
O token foi emitido no padrão B20 da Base, introduzido através da atualização Beryl da rede, com seu nome derivado diretamente do CEO da Coinbase, Brian Armstrong .
O episódio da BRIAN carrega várias implicações mais amplas:
Em resumo: a mudança de avatar de Brian Armstrong desencadeou uma bolha de memecoin de mais de US$ 30 milhões que estourou em 48 horas — um estudo de caso vívido de quão perigosa e efêmera é a negociação movida a atenção na Base, e um contraste irônico com a própria admissão da Base de que seus experimentos com content coins haviam falhado.