Em horas, o valor de mercado da BRIAN saltou de perto de zero para um pico de aproximadamente US$ 30 a 35 milhões, com alguns relatos indicando um breve pico acima de US$ 35 milhões . A alta de curto prazo foi citada como de 25x a 27x, e um relatório descreveu um aumento de 3.800% . Em 17 de julho, uma das análises apontou que o market cap do token havia brevemente ultrapassado US$ 19 milhões para atingir a máxima histórica, antes de se estabilizar em torno de US$ 14 milhões, com um volume de negociação em 24 horas de US$ 20,6 milhões .
No pico, o token era negociado a aproximadamente US$ 0,03155 por BRIAN . A frenesi demonstrou que uma única ação de mídia social de uma figura proeminente — mesmo sem qualquer conexão formal com um token — poderia movimentar centenas de milhões de dólares em valor de mercado em poucas horas .
Em 18 de julho, Armstrong mudou sua foto de perfil novamente — desta vez para um CryptoPunk NFT recém-adquirido . O resultado foi imediato e severo:
O token efetivamente perdeu quase todo seu valor assim que o "endosso" percebido foi removido. Na mínima, o market cap tocou brevemente US$ 1,2 milhão , e em 18 de julho o token era negociado a aproximadamente US$ 0,001414 — uma queda de mais de 93% em relação à máxima de 24 horas de US$ 0,03155 .
Este episódio aconteceu em meio a uma admissão pública da Base sobre grandes falhas estratégicas. Apenas dias antes, em 13 e 14 de julho, Armstrong e o cofundador da Base, Jesse Pollak, reconheceram que a estratégia de "content coins" (moedas de conteúdo) e "on-chain social" da Base havia falhado .
A mania da memecoin BRIAN, portanto, não fez parte de uma estratégia deliberada de content coins — foi um pump espontâneo e movido a atenção que explorou o uso não intencional de um logotipo de memecoin por Armstrong.
A BRIAN tinha essencialmente valor fundamental zero. No lançamento, carregava cerca de US$ 131 mil em liquidez, nenhum protocolo, nenhuma utilidade, nenhum produto e nenhum roadmap — seu valor era impulsionado inteiramente por narrativa, divulgação comunitária e volume de negociação de curto prazo . A oferta do token estava fortemente concentrada em carteiras iniciais, tornando-o altamente suscetível a grandes vendas . Uma análise descreveu o ativo como "um ativo especulativo de alto risco, em vez de um investimento" .
O token foi emitido no padrão B20 da Base, introduzido através da atualização Beryl da rede, com seu nome derivado diretamente do CEO da Coinbase, Brian Armstrong .
O episódio da BRIAN carrega várias implicações mais amplas:
Em resumo: a mudança de avatar de Brian Armstrong desencadeou uma bolha de memecoin de mais de US$ 30 milhões que estourou em 48 horas — um estudo de caso vívido de quão perigosa e efêmera é a negociação movida a atenção na Base, e um contraste irônico com a própria admissão da Base de que seus experimentos com content coins haviam falhado.