BIP 110 (Reduced Data Temporary Soft Fork) restringiria dados não monetários no Bitcoin por um ano, limitando OP RETURN a 83 bytes e pushes de dados a 256 bytes. O apoio dos mineradores é ínfimo: cerca de 0,6% a 1% do hashrate total, muito abaixo dos 55% necessários para ativação.
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BIP-110 — oficialmente Reduced Data Temporary Soft Fork (RDTS) — é a resposta técnica mais agressiva até agora ao boom de incorporação de dados não financeiros na blockchain do Bitcoin, impulsionado por protocolos como Ordinals, Inscriptions e BRC-20. No entanto, a poucas semanas de sua janela de ativação crítica, no início de agosto de 2026, a proposta está à beira do fracasso. O apoio dos mineradores nunca ultrapassou cerca de 1% do hashrate total, as principais pools de mineração se opuseram publicamente à sinalização, e a comunidade continua profundamente dividida sobre se o fork é uma correção necessária ou um perigoso precedente de censura.
De autoria de Dathon Ohm, o BIP-110 é um soft fork temporário com duração de um ano que visa o tipo de incorporação de dados não monetários usada por Ordinals, inscriptions e tokens BRC-20 . Suas regras técnicas centrais são:
A proposta protege UTXOs criados antes da ativação, permitindo que moedas existentes sejam movidas sob as regras antigas indefinidamente . Ela também desativa temporariamente certas características do Taproot que poderiam ser usadas para incorporar dados .
A proposta originalmente exigia um limiar de sinalização de 55% dos mineradores durante qualquer período de ajuste de dificuldade de 2.016 blocos para uma ativação via MASF (Miner-Activated Soft Fork) . O apoio dos mineradores nunca se aproximou desse nível .
Um plano de contingência, uma UASF (User-Activated Soft Fork), está marcado para o bloco 961.632, o que corresponde a aproximadamente 8 de agosto de 2026 . Nessa altura, os nós que aplicam a nova regra começariam a rejeitar blocos que não sinalizarem apoio, independentemente da parcela de hashrate, aumentando o risco de uma divisão da blockchain .
A sinalização dos mineradores tem sido efetivamente nula durante todo o período de sinalização, que começou em março de 2026 .
| Métrica | Número | Fonte |
|---|---|---|
| Hashrate sinalizando (final de junho) | ~0,31% (~5 EH/s de ~940 EH/s) | |
| Blocos sinalizando (início de julho) | 10 de 2.016 no último período de dificuldade | |
| Apoio geral dos mineradores | ~0,6–1% | |
| Sinalização dos nós | ~7–15% (significativamente maior que o apoio dos mineradores) |
As principais pools — Foundry USA (~28% do hashrate da rede) e Antpool — se opuseram publicamente à sinalização . O cofundador da F2Pool, Wang Chun, rejeitou explicitamente a proposta em fevereiro de 2026 . A Ocean Pool é a única pool notável que ativou a sinalização do BIP-110, usando um modelo de exclusão voluntária (opt-out) a partir de 15 de julho de 2026 .
Em 17 de julho de 2026, a Foundry Digital (a maior pool de mineração do mundo, controlando cerca de 237 EH/s ou ~28% da rede) começou a solicitar um voto de seus clientes de mineração sobre se deveriam sinalizar o BIP-110 .
Mecânicas principais da votação:
Esta votação é significativa porque o hashrate da Foundry sozinho poderia mudar visivelmente a porcentagem de sinalização, embora mesmo um voto "sim" de todos os mineradores da Foundry ainda ficasse muito aquém do limiar de 55% para uma MASF .
A proposta dividiu profundamente a comunidade Bitcoin em duas linhas nitidamente opostas:
Críticos argumentam que o BIP-110 é uma forma de censura e um precedente perigoso — que o Bitcoin deve permanecer sem permissão, e que restringir dados em transações viola o princípio de que "a blockchain não pode ser censurada" . Alguns críticos técnicos também argumentam que, como o BIP-110 rejeitaria tipos de transação anteriormente válidos, ele é tecnicamente um hard fork, e não um soft fork . As principais pools e os grandes mineradores, em grande parte, alinharam-se a esta visão, recusando-se a sinalizar .
Apoiadores argumentam que o BIP-110 restaura o propósito original do Bitcoin como dinheiro digital peer-to-peer — que o spam de dados da era Ordinals degradou a experiência do usuário, aumentou as taxas para transações comuns e inchou o conjunto UTXO. Eles veem o fork como uma correção cirúrgica e temporária, e não uma mudança permanente na filosofia . O autor da proposta a apresenta como uma medida de um ano para reduzir os métodos de incorporação de dados, dando tempo para a rede desenvolver uma solução melhor a longo prazo .
Em 17 e 18 de julho de 2026, todos os indicadores apontam para o BIP-110 não conseguir a adoção significativa dos mineradores. O VP da Ocean Mining, Jason Hughes, afirmou publicamente que a proposta está "no caminho para falhar", com a sinalização dos mineradores presa abaixo de 1% .
Sem um aumento súbito na sinalização de hashrate antes do bloco 961.632, o dia da UASF pode ainda desencadear uma divisão da blockchain com baixo hashrate — mas a maioria dos analistas espera que o fork não tenha peso econômico para persistir . O resultado provável seria um fork minoritário de curta duração que não conseguiria atrair mineração ou volume de transações sustentados.
Por enquanto, o BIP-110 representa uma das batalhas de governança mais polêmicas da história recente do Bitcoin — um teste de se as regras de consenso da rede podem ser temporariamente apertadas para restringir o uso não financeiro, ou se o princípio da inovação sem permissão do Bitcoin prevalecerá.
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BIP 110 (Reduced Data Temporary Soft Fork) restringiria dados não monetários no Bitcoin por um ano, limitando OP RETURN a 83 bytes e pushes de dados a 256 bytes.
BIP 110 (Reduced Data Temporary Soft Fork) restringiria dados não monetários no Bitcoin por um ano, limitando OP RETURN a 83 bytes e pushes de dados a 256 bytes. O apoio dos mineradores é ínfimo: cerca de 0,6% a 1% do hashrate total, muito abaixo dos 55% necessários para ativação.
Grandes pools como Foundry USA ( 28% do hashrate) e Antpool se opõem publicamente; Ocean Pool é a única grande pool a sinalizar a favor.