Na terça-feira, forças israelenses fecharam brevemente o Portão Rei Faisal, uma das principais entradas do complexo da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém Oriental ocupada. De acordo com relatos da agência de notícias palestina Wafa, todas as entradas do complexo foram fechadas por aproximadamente 30 minutos enquanto forças israelenses realizavam treinamentos militares na área . O Governo de Jerusalém informou que as restrições também foram apertadas em outros portões durante o exercício . As autoridades israelenses não emitiram comentários oficiais imediatos sobre a medida .
Este incidente se encaixa em um padrão mais amplo de restrições de acesso ao local, reverenciado como o terceiro mais sagrado do Islã. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em seu Relatório de Situação Humanitária publicado em 10 de julho de 2026, observou que a expansão das restrições de movimento em toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, está isolando cada vez mais as comunidades palestinas e restringindo o acesso a serviços essenciais e meios de subsistência .
Durante a noite de segunda para terça-feira, cerca de 100 membros de um grupo hassídico ultraortodoxo — seguidores do rabino condenado por crime sexual Eliezer Berland — entraram na vila palestina de Kifl Haris, a noroeste de Salfit . O grupo realizou atos de vandalismo, danificando veículos e propriedades . De acordo com o Times of Israel e o Jerusalem Post, moradores palestinos atiraram pedras no grupo, e dois dos invasores israelenses ficaram feridos, mas recusaram atendimento hospitalar por medo de serem presos por evasão do serviço militar obrigatório .
A polícia israelense prendeu cinco cidadãos israelenses — moradores de Jerusalém com idades entre 16 e 20 anos — em conexão com o incidente . Múltiplas fontes, incluindo a agência de notícias oficial palestina Wafa e autoridades locais, descreveram a incursão como parte de uma série de ataques de colonos em toda a Cisjordânia no mesmo dia, com colonos alvejando casas, veículos e infraestrutura, muitas vezes sob a proteção das forças israelenses .
Os eventos de 14 de julho não ocorreram de forma isolada. Forças israelenses realizaram incursões noturnas em várias áreas da Cisjordânia ocupada no início daquela semana, detendo palestinos e provocando confrontos . A postura militar geral se intensificou drasticamente. O relatório do OCHA de 10 de julho documenta que as operações das forças israelenses, demolições, expansão de assentamentos e violência recorrente de colonos estão cada vez mais impulsionando o deslocamento, aumentando os riscos de proteção e restringindo o acesso dos palestinos à moradia, meios de subsistência e serviços essenciais em toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental .
Em 3 de julho de 2026, o Gabinete de Segurança de Israel aprovou um plano para estabelecer 13 novos assentamentos na região central da Cisjordânia ocupada — uma medida que autoridades palestinas disseram que fragmentaria ainda mais o território e isolaria Jerusalém Oriental de suas comunidades palestinas vizinhas .
Os eventos de terça-feira se desenrolaram em um ambiente que se deteriora rapidamente no território ocupado: