O índice global de volatilidade da cadeia de suprimentos atingiu 1,55 em junho de 2026, próximo ao pico de abril (1,64), impulsionado por um recorde de três anos na formação de estoques de segurança e escassez de mate... 51% dos CEOs de grandes empresas afirmam que não conseguiriam manter operações normais por mais...

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Dois relatórios abrangentes divulgados em meados de 2026 pintam um quadro preocupante para as cadeias de suprimentos globais: os fabricantes estão estocando no ritmo mais alto em três anos, os custos de transporte e as escassezes continuam elevados, e mais da metade dos CEOs de grandes empresas admite que suas operações colapsariam em semanas após uma grande ruptura. No entanto, esses mesmos CEOs sinalizam uma disposição sem precedentes para pagar pela estabilidade — abrindo um caminho claro para fornecedores e líderes de compras agirem.
Abaixo, detalhamos os principais achados de cada relatório.
O índice da GEP, baseado em uma pesquisa mensal com 27 mil empresas no mundo todo, acompanha condições de demanda, escassez, custos de transporte, estoques e pedidos pendentes. A leitura de junho de 2026 revela pressão sustentada:
É importante notar que essa tensão atual inverte uma tendência anterior: no final de 2025 e início de 2026, as compras das fábricas norte-americanas e europeias estavam em declínio, sinalizando uma perspectiva de curto prazo deteriorante para os produtores de bens ocidentais . O recente aumento nos estoques sugere que os fabricantes estão se preparando para um segundo semestre de 2026 volátil.
A Proxima, uma empresa da Bain & Company, entrevistou mais de 500 CEOs de empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões em cinco países . Os resultados expõem uma lacuna crítica entre a percepção de risco dos CEOs e a preparação real.
A pesquisa mostra que a resiliência saiu do centro de custos para se tornar uma prioridade nos conselhos de administração:
As empresas de Cingapura relataram a resiliência mais forte globalmente. De acordo com a pesquisa, 23% das empresas cingapurianas conseguiriam sustentar operações por 4 a 6 meses após um grande choque, em comparação com apenas 13% das empresas globalmente. Chris Hampden, vice-presidente sênior da Proxima, observou que "o desempenho de Cingapura demonstra como as economias baseadas em comércio estão remodelando a estratégia da cadeia de suprimentos em resposta às dinâmicas globais em mudança" .
Em conjunto, os relatórios da GEP e da Proxima destacam uma tensão clara: a volatilidade da cadeia de suprimentos é alta e persistente, a maioria das empresas está perigosamente despreparada para um choque, mas a disposição dos executivos para investir em resiliência nunca foi tão forte.
Para líderes de compras e cadeia de suprimentos, isso cria uma janela de ação. Os dados sugerem que investir em visibilidade em tempo real, diversificação de fontes e parcerias mais fortes com fornecedores — aceitando o aumento de custo médio de 17,3% que os CEOs estão dispostos a pagar — pode fechar a lacuna entre a fragilidade atual e a resiliência que os conselhos agora exigem.
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O índice global de volatilidade da cadeia de suprimentos atingiu 1,55 em junho de 2026, próximo ao pico de abril (1,64), impulsionado por um recorde de três anos na formação de estoques de segurança e escassez de mate...
O índice global de volatilidade da cadeia de suprimentos atingiu 1,55 em junho de 2026, próximo ao pico de abril (1,64), impulsionado por um recorde de três anos na formação de estoques de segurança e escassez de mate... 51% dos CEOs de grandes empresas afirmam que não conseguiriam manter operações normais por mais de três semanas após um grande choque na cadeia; 45% já sofreram rupturas cibernéticas na cadeia [7][12][18].
O prêmio médio aceitável para aumentar a resiliência é de 17,3%, com 72% dos CEOs dispostos a aceitar aumentos de custos de fornecedores em troca de garantias [8][9][10].