O GP da Grã Bretanha de 2026 terminou de forma anticlimática sob Safety Car, após um erro de software exibir a mensagem 'Safety Car In This Lap' falsamente, enquanto o Artigo B5.13.5 — que exige uma volta completa apó... Um público recorde de 175 mil pessoas vaiou enquanto Charles Leclerc vencia sob bandeiras amarel...

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O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2026 em Silverstone produziu um dos finais mais polêmicos da história moderna da Fórmula 1. Um Safety Car tardio, um erro de software e uma regra processual escrita à sombra do GP de Abu Dhabi de 2021 se combinaram para negar a um público recorde um final de bandeirada verde. Veja o que aconteceu, por que aconteceu e as principais propostas para evitar que se repita.
Com quatro voltas restantes, Max Verstappen bateu na curva Stowe na volta 48, provocando a entrada do Safety Car . Na penúltima volta (volta 51), o sistema de cronometragem da FIA exibiu erroneamente a mensagem 'Safety Car In This Lap', levando pilotos, equipes e os 175 mil presentes a acreditarem que um sprint de uma volta até a bandeirada era iminente
. Em vez disso, o Safety Car permaneceu na pista durante a volta 52, e Charles Leclerc cruzou a linha de chegada vitorioso sob bandeiras amarelas, enquanto a torcida vaiava
.
A causa foi um choque de dois fatores:
Um erro de software. A FIA reconheceu que a mensagem 'Safety Car In This Lap' foi 'exibida erroneamente devido a um erro de software' . A mensagem criou expectativas que não puderam ser cumpridas.
A regra que bloqueou a relargada. O regulamento Artigo B5.13.5 da FIA determina que, depois que os retardatários são autorizados a se desenganchar, uma volta completa deve ser percorrida sob Safety Car antes que ele possa retornar aos boxes . Como o processo de desengate terminou tarde na volta 51, mais uma volta completa de Safety Car (volta 52) era obrigatória — e não havia mais voltas para uma relargada
.
A FIA confirmou que o procedimento correto foi seguido e que a mensagem errônea não alterou o resultado .
A regra que causou esse final foi uma resposta regulatória direta ao caótico GP de Abu Dhabi de 2021. Naquela corrida, o então diretor de prova Michael Masi encurtou o procedimento de desengate dos retardatários de forma controversa para criar um duelo de uma volta. Ao tentar evitar uma repetição, a FIA criou uma regra rígida que agora impede qualquer final com bandeirada verde quando um Safety Car tardio cai no momento errado .
David Coulthard propôs que os retardatários sejam automaticamente retirados da prova — não autorizados a se desenganchar — nos estágios finais de uma corrida. Isso permitiria que o Safety Car entrasse imediatamente e a corrida terminasse em condições de corrida . Seu argumento central é que a FIA deve priorizar o 'entretenimento' para os fãs: o público de Silverstone pagou para ver um final de corrida, não uma procissão
. Falando no podcast Up To Speed, Coulthard disse que 'preferiria que não' tivesse a corrida terminada sob Safety Car e defendeu certa flexibilidade nas regras
.
O ex-chefe de equipe da Alpine, Otmar Szafnauer, ofereceu uma solução completamente diferente. Ele argumentou que a FIA deveria ter interrompido a corrida com bandeira vermelha imediatamente após o acidente de Verstappen. Uma bandeira vermelha teria permitido uma relargada total parada com várias voltas de corrida com bandeirada verde, proporcionando uma conclusão muito mais dramática e justa do que um final sob Safety Car ou uma relargada apressada . A posição de Szafnauer é que a FIA perdeu uma excelente oportunidade de maximizar o espetáculo
.
O comentarista da Sky Sports F1 e ex-piloto Anthony Davidson ofereceu outra perspectiva. Ele explicou ao vivo que, embora o resultado tenha sido frustrante, a FIA seguiu corretamente seus próprios regulamentos após o erro de software. A própria regra — e não uma decisão de má-fé — era a culpada, já que o procedimento exigia uma volta completa após o desengate, e o tempo simplesmente não permitiu . Davidson defendeu a correção processual do resultado, mesmo reconhecendo seu anticlímax.
O incidente reacendeu o debate mais amplo sobre se as regras de Safety Car da F1 se tornaram rígidas demais. Outras figuras, incluindo Jenson Button e Martin Brundle, propuseram correções alternativas, como finais verdes obrigatórios no estilo IndyCar . A FIA lançou uma investigação sobre a falha de software
.
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