No dia 9 de julho de 2026, a Ubisoft lançou Assassin's Creed Black Flag Resynced, um remake muito aguardado da amada aventura pirata de 2013. A crítica o aprovou — o jogo tem nota 84 no Metacritic e atraiu impressionantes 95.000 a 98.000 jogadores simultâneos no lançamento . No entanto, esse mesmo lançamento desencadeou uma avalanche de análises negativas de usuários na Steam, onde a avaliação chegou a cair para 'Majoritariamente Negativa' antes de se estabilizar em 'Mista'
. O culpado não foi a qualidade do jogo: foram os cerca de R$ 85 em pacotes de DLC vendidos no primeiro dia junto com o jogo base de R$ 60
.
A reação negativa se concentrou em duas queixas principais. Primeiro, o volume excessivo de conteúdo pago no lançamento. A Ubisoft lançou uma variedade de pacotes, incluindo pacotes de recursos (ouro, materiais de artesanato), roupas e armas cosméticas, e um pacote de mapa que revelava marcadores de exploração no jogo — itens que muitos jogadores viam como oferecendo vantagens na jogabilidade . Um revisor da Steam citado pela PC Gamer observou que, ao entrar no jogo, o jogador era imediatamente apresentado a "R$ 84,91 em 'DLC' que você não possui"
.
Em segundo lugar, as reclamações sobre o jogo base em si não ajudaram. Embora Resynced expanda a história de Edward Kenway com novas cenas e remova missões de perseguição tediosas, ele também corta o modo multijogador do original e a DLC Freedom Cry, além de reduzir as seções dos dias modernos . Pagar R$ 60 por um remake que remove conteúdo, e depois enfrentar mais R$ 85 em microtransações no primeiro dia, pareceu explorador para muitos
. As avaliações negativas foram ainda mais alimentadas por relatos de problemas de desempenho
.
O resultado: um review bombing que, de acordo com o SteamDB, deu ao jogo uma avaliação positiva de 42,46% em mais de 56.000 análises de usuários em seu ponto mais baixo .
A Ubisoft respondeu às críticas diretamente na Steam com dois argumentos principais:
Como a PC Gamer resumiu, a mensagem para os críticos era essencialmente que 'eles controlam a DLC que compram' . Esta não é uma defesa nova da Ubisoft: a empresa já argumentou anteriormente que as microtransações em Assassin's Creed Odyssey foram projetadas para jogadores que 'valorizam seu tempo'
.
Alguns fãs consideraram a resposta desastrosa, argumentando que o grande volume de opções pagas no primeiro dia — uma página de loja 'repleta de microtransações por roupas, armas e o obrigatório pacote 'Pague R$ 5 para jogar menos do jogo de R$ 60 que você acabou de comprar' — contradizia a noção de uma experiência base 'completa', como descreveu a PC Gamer .
A controvérsia de Black Flag Resynced é o mais recente ponto de conflito em uma tensão de longa data entre editoras e jogadores sobre monetização em jogos com preço premium. Três fatores tornaram essa reação particularmente forte:
Os jogadores estão cada vez mais relutantes em pagar o preço cheio por um remake — um jogo que muitos já compraram uma vez — e depois serem solicitados a pagar ainda mais dinheiro no primeiro dia por itens de conveniência e cosméticos . A percepção é que a Ubisoft está extraindo o máximo de lucro de curto prazo de uma franquia querida, em vez de entregar um produto completo pelo preço base
.
O histórico da empresa com microtransações é um grande problema. Esse padrão remonta pelo menos a Assassin's Creed Origins em 2017 e já colocou a Ubisoft em listas das marcas mais odiadas do mundo . Muitos jogadores viram a loja de Resynced como mais do mesmo comportamento de uma editora em que não confiam mais
.
O incidente destaca uma divisão crescente: as editoras visam maximizar a receita por usuário por meio de monetização contínua, enquanto uma parcela significativa da base de jogadores está cada vez mais cansada de esquemas que transformam uma única compra em uma despesa recorrente. Embora a Ubisoft tenha enquadrado os pacotes como opcionais, a enxurrada de conteúdo pago no lançamento enviou um sinal claro que irritou uma parte significativa dos jogadores .
O debate dificilmente será resolvido tão cedo. Por enquanto, Assassin's Creed Black Flag Resynced é um estudo de caso de como até mesmo um remake bem avaliado de um jogo querido pelos fãs pode gerar uma reação intensa quando os jogadores percebem que a editora está tentando arrancar dinheiro deles antes mesmo de eles terem içado as velas.
Studio Global AI
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Assassin's Creed Black Flag Resynced, remake do clássico de 2013, foi lançado em 9 de julho de 2026 com nota 84 no Metacritic, mas recebeu avaliações 'Majoritariamente Negativas' na Steam por causa de R$ 85 em pacotes...
Assassin's Creed Black Flag Resynced, remake do clássico de 2013, foi lançado em 9 de julho de 2026 com nota 84 no Metacritic, mas recebeu avaliações 'Majoritariamente Negativas' na Steam por causa de R$ 85 em pacotes... A Ubisoft se defendeu afirmando que a edição padrão de R$ 60 contém o jogo completo e que todas as DLCs são opcionais.
A controvérsia reacendeu o debate sobre práticas de monetização em remakes e jogos com preço cheio no mercado de games.