O ponto mais controverso nas próximas negociações do trílogo é o modelo de compensação para bancos e prestadores de serviços de pagamento (PSPs) que vão distribuir o euro digital . Os principais elementos do modelo em debate:
De acordo com o mandato de negociação do Parlamento, o euro digital é desenhado como uma CBDC emitida pelo BCE que complementaria, não substituiria, o dinheiro físico . Lagarde reforçou que "o objetivo não é rastrear pagamentos"
. As principais características incluem:
Uma motivação central para o euro digital é fortalecer a soberania monetária da Europa e sua autonomia estratégica em pagamentos [27, 28]. O euro digital "ofereceria a cidadãos e empresas uma forma privada, segura e inovadora de pagar, ao mesmo tempo que reduz a dependência de provedores não pertencentes à UE" — principalmente as redes de cartão dos EUA, como Visa e Mastercard, que dominam os pagamentos de varejo na Europa [26, 28].
A agência Reuters noticiou em junho de 2026 que a iniciativa visa "tornar a zona do euro menos dependente de cartões de crédito dos EUA em um momento de relações transatlânticas tensas" . Autoridades do BCE descrevem o projeto como essencial para "fortalecer a soberania monetária da UE, reduzir a fragmentação nos pagamentos de varejo e apoiar o papel internacional do euro"
. O euro digital daria aos PSPs europeus "um esquema alternativo totalmente aceito, sem taxas de esquema ou processamento", aumentando seu poder de barganha contra as redes dos EUA
.