O mesmo estudo concluiu que existem várias camadas de gás predominantemente atômico neutro na frente da nebulosa ionizada, formando uma estrutura complexa e multifásica . Este trabalho é frequentemente referido como "Rasgando o véu: interação da Nebulosa de Órion com seu ambiente neutro".
A imagem mais detalhada do feedback estelar na Nebulosa de Órion não vem apenas de mapas de rádio HI isolados, mas de observações combinadas de carbono ionizado ([CII]) e emissão no infravermelho distante usando o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA).
O instrumento upGREAT do SOFIA mapeou a linha de estrutura fina do [CII] a 1,9 THz em uma área de um grau quadrado centrada na Nebulosa de Órion, produzindo dois milhões de espectros com resolução espacial de 16" . Este foi o primeiro mapa de emissão de [CII] resolvido em velocidade em larga escala da região.
As principais descobertas dos dados do SOFIA incluem:
Observações anteriores do radiotelescópio RATAN-600 da linha de 21 cm na Nebulosa de Órion estimaram um envelope rotativo e em expansão de gás hidrogênio neutro com uma massa da ordem de 100 massas solares . Estudos mais recentes baseados no SOFIA colocam a massa total da casca do Véu varrida em várias centenas de massas solares, consistente com a ideia de que a bolha está expelindo uma fração significativa da nuvem molecular natal .
A interação de estrelas massivas com seu ambiente — conhecida como feedback estelar — regula a evolução das galáxias . A Nebulosa de Órion oferece um exemplo próximo e de alta resolução desse processo em ação.
A entrada mecânica de estrelas massivas agita o meio interestelar, dispersando os núcleos das nuvens moleculares formadoras de estrelas. Mas também cria cascas densas de gás varrido que são propensas ao colapso gravitacional . Na Nebulosa de Órion, as observações do SOFIA sugerem que estrelas infantis geram ventos fortes que limpam seus arredores imediatos, impedindo a formação de estrelas nas proximidades, enquanto potencialmente a promovem na borda da bolha .
Apesar de pesquisas repetidas combinando os termos "projeto NeAtHood", "hidrogênio atômico neutro", "Nebulosa de Órion", "mapas de rádio mais nítidos" e palavras-chave relacionadas, nenhuma fonte descrevendo o projeto NeAtHood ou suas descobertas específicas foi encontrada nas evidências públicas disponíveis. Os dados relevantes que existem vêm de:
Se o projeto NeAtHood se refere a um estudo futuro ou a um preprint ainda não indexado publicamente, seus resultados específicos sobre a massa da casca e o feedback estelar não podem ser verificados a partir das evidências disponíveis no momento.
A casca de hidrogênio atômico neutro da Nebulosa de Órion é uma estrutura em expansão com múltiplas camadas, impulsionada por ventos estelares do aglomerado do Trapézio. Observações do VLA e do SOFIA estabeleceram que:
As alegações específicas sobre os mapas de rádio HI "mais nítidos de todos" ou o projeto NeAtHood não são suportadas pelas evidências públicas disponíveis até o momento. Pesquisadores e entusiastas devem consultar as publicações citadas do VLA e do SOFIA para o estado de conhecimento atualmente verificado.