O Goldman argumenta que mesmo uma normalização modesta dos fluxos de fundos para ativos chineses de IA geraria uma performance relativa significativa . Como disse um estrategista do banco, a tese não é sobre o estouro de uma única aplicação de IA, mas sim uma "oportunidade de reprecificação impulsionada por posicionamento abaixo do peso, investimento político e demanda por hardware"
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O relatório do Goldman cita vários desenvolvimentos concretos que sustentam a visão otimista:
1. Disparada nas exportações de chips. As exportações de circuitos integrados (ICs) da China atingiram US$ 43,3 bilhões apenas em janeiro–fevereiro de 2026, um salto de 72,6% na comparação anual . Isso reflete tanto a expansão da capacidade doméstica quanto a demanda global impulsionada por IA. Dados anteriores mostraram que as exportações de ICs da China atingiram um recorde de US$ 201,9 bilhões em todo o ano de 2025, alta de 26,8%
. O número de 111% de aumento às vezes citado provavelmente se refere a um período mais amplo ou a um cálculo específico do Goldman; as fontes mais verificadas (SCMP e CNBC) confirmam um aumento de 73% no início de 2026
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2. Explosão de receita da Yangtze Memory Technologies (YMTC). A fabricante chinesa de memória NAND viu a receita do primeiro trimestre de 2026 disparar ~445% ano a ano, capturando 13% do mercado global de NAND (empatada em quarto lugar globalmente, ante 8% um ano antes) . O boom da IA, a forte demanda doméstica e a escassez de oferta alimentaram o surto
. Separadamente, a fabricante de DRAM CXMT registrou receita de aproximadamente US$ 8 bilhões em 2025, um aumento de 130%
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3. Plano de R$ 2 trilhões para centros de dados de Pequim. Em junho de 2026, a Bloomberg noticiou que a China está preparando um plano de cinco anos de R$ 2 trilhões (~US$ 295 bilhões), liderado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), para construir uma rede nacional de centros de dados alimentada por pelo menos 80% de chips nacionais . No dia seguinte, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China emitiu diretrizes de implementação para o desenvolvimento de "IA + Informação e Comunicação" (2026–2028), sinalizando apoio político formal
. Alguns analistas estimam que o investimento total pode chegar a R$ 5 trilhões (~US$ 735 bilhões) quando incluídas as atualizações da rede elétrica
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O lançamento do GSXACART se insere em uma narrativa mais ampla de rotação. O Goldman manteve ações sul-coreanas por mais de um ano, mas agora aconselha os clientes a deslocar capital de nomes sul-coreanos de semicondutores para a cesta chinesa de IA . Isso segue um relatório do Goldman do final de junho de 2026 que destacou uma divergência na cadeia de valor da IA: os produtores de memória (incluindo Samsung e SK Hynix) estão extraindo valor dos hyperscalers que enfrentam pressão nas margens devido aos gastos de capital
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Separadamente, os estrategistas de ações chinesas do Goldman projetaram uma alta de 15% para o índice MSCI China em 2026, impulsionada pelo crescimento dos lucros apoiado por IA, expansão no exterior e política anti-involução . O Goldman também observou que as restrições dos EUA à IA — a "ordem Antrópica" — aceleraram a rotação de investidores para a tecnologia chinesa como exposição diferenciada, com empresas chinesas de IA sendo negociadas com descontos significativos em relação às equivalentes americanas
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O Goldman Sachs reconhece explicitamente vários riscos para essa tese:
Os números centrais — o gap de alocação de 16%/1,2%, o lançamento da cesta GSXACART, o plano de R$ 2 trilhões, o crescimento de 445% da receita da YMTC e o aumento de 73% nas exportações de ICs — são consistentemente relatados em múltiplas plataformas de notícias financeiras e corretoras que citam o relatório do Goldman e dados oficiais . O número preciso de "111% de aumento nas exportações de ICs" não é citado diretamente nas fontes de maior autoridade; as fontes do SCMP e CNBC mostram um aumento de 73% para o início de 2026, e o número de 111% provavelmente se refere a um período mais amplo ou a um cálculo específico do Goldman
. A meta de 15% para o índice MSCI China e o contexto de rotação das ações sul-coreanas vêm de notas estratégicas anteriores do Goldman, e não do relatório temático de 9 de julho
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