Os investidores mostram uma clara preferência pelos mercados offshore de yuan e pelos esquemas de canais transfronteiriços:
| Rota de Acesso | Participação dos Entrevistados |
|---|---|
| Mercados offshore de yuan (ex.: mercado CNH de Hong Kong) | 63% |
| Esquemas de canais transfronteiriços (Bond Connect, Stock Connect) | 54% |
Essa preferência por hubs offshore e esquemas de conexão (Connect) reforça o papel central de Hong Kong como a infraestrutura que ancora a internacionalização do yuan .
A diversificação de portfólio é agora o motivo dominante para a exposição ao yuan, ultrapassando as razões relacionadas ao comércio:
A descoberta de que a diversificação de portfólio é o principal motivador marca uma mudança significativa. Um documento de trabalho do BIS de 2026 descobriu que fatores financeiros — especialmente vínculos bancários com a China e medidas orientadas por políticas, como licenças para investidores qualificados — são agora impulsionadores mais importantes da internacionalização do renminbi do que fatores relacionados ao comércio .
Hong Kong não é apenas um dos vários hubs offshore de yuan; é a infraestrutura central que ancora toda essa mudança. Pequim vem expandindo continuamente os esquemas transfronteiriços "Connect" e os pools de liquidez offshore que passam por Hong Kong . Em junho de 2025, o co-CEO do HSBC, David Liao, afirmou que Hong Kong "pode desempenhar um papel fundamental na promoção da internacionalização do yuan, expandindo sua liquidez offshore, mantendo fortes salvaguardas e uma gestão de risco eficaz"
.
A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) também apresentou planos concretos para aprofundar o mercado offshore de renminbi, incluindo apoio à re-hipoteca de títulos do Northbound Bond Connect obtidos em operações de recompra, um novo negócio de recompra transfronteiriça e um mercado futuro offshore de títulos do governo chinês. A cota líquida diária de negociação do northbound Swap Connect mais que dobrará, para 45 bilhões de yuans .
O impulso do yuan faz parte de um padrão mais amplo, liderado pela Ásia, de redução da dependência do dólar. Grandes economias asiáticas estão construindo sistemas bilaterais de liquidação em moedas locais que contornam o dólar para o comércio.
A Índia e o Japão estão avançando com um sistema para liquidação direta do comércio bilateral em ienes e rúpias, eliminando os pagamentos que passam pelo dólar . Detalhes importantes:
A Indonésia vem acelerando seus esforços de desdolarização com resultados mensuráveis:
A pesquisa do HSBC mostra que a adoção do yuan agora é liderada por portfólios — impulsionada por diversificação, rendimento e escala — e não apenas pelo comércio . Simultaneamente, outras grandes economias asiáticas estão construindo sistemas bilaterais de liquidação em moedas locais que contornam o dólar no comércio
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Em conjunto, essas iniciativas refletem uma mudança gradual em direção a uma arquitetura financeira multi-moeda na Ásia. No entanto, o contexto é importante: o dólar continua dominante globalmente. Uma análise do Federal Reserve publicada em agosto de 2024 descobriu que a participação do renminbi no uso internacional agregado de moedas é de apenas cerca de 2,5%, muito aquém dos 66% do dólar americano . Em setembro de 2025, a participação do yuan nos pagamentos globais atingiu 3,17%, um aumento significativo, mas ainda uma pequena fração do total de pagamentos globais
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Esses movimentos são incrementais, mas representam uma tendência estrutural em direção a um sistema de liquidação mais multipolar. Como disse um executivo do HSBC, "Por qualquer padrão, a utilização do renminbi está longe de refletir a importância econômica da China" . A questão não é mais se essa mudança está acontecendo, mas quão rápido ela vai se acelerar.