Vice presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ao The Sunday Times que a capacidade ofensiva russa está 'próxima de zero' e que as operações no front 'não estão quase alcançando nada'. Dados do Institute for the Study of War (ISW) mostram que os ganhos territoriais russos despencaram em 2026: 573 km² conquistados no ano...

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Em uma entrevista ao The Sunday Times publicada em 5 de julho de 2026, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez uma afirmação contundente: a capacidade ofensiva da Rússia na Ucrânia está "chegando perto de zero". Segundo Vance, as operações russas no front "não estão alcançando quase nada no campo de batalha", enquanto a estratégia defensiva ucraniana estaria "criando as condições para encerrar a guerra" .
A declaração é ousada e, ao mesmo tempo, controversa. Ela foi publicada apenas três dias depois de a Rússia lançar um dos maiores ataques aéreos contra Kiev desde o início da invasão, matando ao menos 30 pessoas e ferindo dezenas . Como conciliar a ideia de que a capacidade ofensiva russa está perto de zero se o país ainda é capaz de lançar ataques devastadores contra a capital ucraniana?
A resposta está na distinção entre guerra de manobra terrestre e bombardeio aéreo de longo alcance. Os dados disponíveis mostram que as duas realidades podem coexistir.
O Institute for the Study of War (ISW), think tank de Washington que utiliza informações geoespaciais de fontes abertas para estimar o controle territorial, documentou uma desaceleração drástica nos avanços terrestres russos.
Segundo dados do ISW citados pela Al Jazeera em 3 de julho de 2026, as forças russas conquistaram 2.190 km² da Ucrânia em todo o ano de 2025. Em 2026, conquistaram apenas 573 km² — e a maior parte desse avanço ocorreu em janeiro . Para efeito de comparação, só nas duas últimas semanas de julho de 2025, a Rússia havia conquistado 620 km²
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Maio de 2026 foi um ponto historicamente baixo. O ISW observou que as forças russas ganharam controle ou infiltraram-se em apenas 40,64 km² em maio de 2026 — uma fração mínima do que conquistaram em maio de 2025 . Fontes ucranianas indicam que a Ucrânia libertou mais território do que a Rússia conquistou naquele mês
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Abril de 2026 marcou a primeira vez em que a Rússia sofreu uma perda territorial líquida na Ucrânia desde a incursão ucraniana em Kursk, em agosto de 2024 . A taxa de avanço vem caindo constantemente desde novembro de 2025
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O ISW avaliou que já não está claro se a Rússia é capaz de tomar a cidade de Donetsk, devido à desaceleração do avanço russo .
Em 3 de julho de 2026, a Al Jazeera publicou uma análise detalhada com a manchete: "O avanço da Rússia colapsa na Ucrânia; '40 mil' soldados mortos em junho" . As principais conclusões incluem:
Em 12 de junho de 2026, a Al Jazeera já reportava que a Ucrânia havia "recuperado mais território do que perdeu em maio", marcando uma virada na tendência de ganhos territoriais russos .
O general Oleksandr Syrskyi, Comandante-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, concedeu uma entrevista exibida em 30 de junho de 2026 (TSN, TV ucraniana, reportada pela Reuters) que se alinha à avaliação de Vance. Syrskyi afirmou que as forças ucranianas se preparavam para uma possível nova ofensiva russa vinda do norte, mas avaliou que qualquer tentativa de avançar sobre Kiev era improvável . Ele observou que os planos estratégicos da Rússia para 2026 permaneciam inalterados, mas que as defesas ucranianas estavam resistindo
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Em uma avaliação anterior, de março de 2026, Syrskyi reportou que uma grande ofensiva russa de quatro dias (17 a 20 de março) havia "fracassado com perdas catastróficas", com dezenas de milhares de soldados lançados em "assaltos de carne" que não obtiveram resultados . No início de 2026, Syrskyi disse ao jornal Le Monde que as perdas do exército russo haviam superado seu nível de recrutamento, tornando operações ofensivas sustentáveis inviáveis
.
Apenas três dias antes da entrevista de Vance ser publicada, a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos contra Kiev desde o início da invasão:
Este ataque demonstra que a Rússia mantém uma capacidade significativa de ataque de longo alcance contra infraestrutura civil e centros urbanos — mesmo enquanto sua ofensiva terrestre territorial entra em colapso. A afirmação de Vance sobre a "capacidade ofensiva se aproximando de zero" se aplica à guerra de manobra terrestre e aos ganhos territoriais, não à capacidade da Rússia de infligir baixas civis em massa por meio de bombardeios aéreos. As duas realidades podem coexistir.
As declarações de Vance vêm de dentro da administração Trump, que tem seguido uma estratégia dupla: oferecer alívio de sanções e ameaças militares para pressionar Putin a negociar um acordo . Em declarações anteriores (2025), Vance já havia advertido que a Rússia precisava "acordar e aceitar a realidade"
e afirmou que a Rússia havia feito "concessões significativas" nas negociações
. A entrevista ao The Sunday Times representa uma avaliação notavelmente mais otimista de um alto funcionário dos EUA sobre a posição da Ucrânia no campo de batalha.
Tensão chave: Enquanto Vance diz que a capacidade ofensiva da Rússia está se aproximando de zero no solo, a Rússia ainda pode lançar ataques aéreos devastadores. O Kremlin enquadrou explicitamente o ataque de 2 de julho como um "ataque retaliatório" e prometeu "continuar aumentando a pressão" , sinalizando que não compartilha da avaliação de Vance sobre suas próprias capacidades.
O contexto militar mais amplo inclui a vantagem ucraniana em drones, que o ISW avaliou como provável fator de contribuição para a paralisação dos avanços russos e para os recentes contra-ataques ucranianos . A Ucrânia aumentou marcadamente sua produção doméstica de drones e sua capacidade de ataque de médio alcance.
A ajuda ocidental continua sendo um fator relevante. Os EUA têm avaliado o pedido da Ucrânia por mísseis de longo alcance Tomahawk . Aliados europeus têm fornecido ajuda militar crescente. A avaliação positiva de Vance sobre a posição defensiva da Ucrânia pode ser interpretada como um apoio ao argumento de que a ajuda ocidental continuada está produzindo resultados — ou, alternativamente, como uma preparação do terreno para um acordo negociado, ao argumentar que a Rússia não pode vencer no campo de batalha.
Ressalva de checagem de fatos: A transcrição completa e verbatim da entrevista ao The Sunday Times ainda não foi publicada em agências de notícias em inglês. As citações acima são provenientes de veículos de notícias ucranianos (Ukrainska Pravda e RBC Ukraine), que citam o relato da European Pravda. O texto exato pode refletir uma tradução ajustada, mas o conteúdo é consistente em múltiplos relatos .
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Vice presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ao The Sunday Times que a capacidade ofensiva russa está 'próxima de zero' e que as operações no front 'não estão quase alcançando nada'.
Vice presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ao The Sunday Times que a capacidade ofensiva russa está 'próxima de zero' e que as operações no front 'não estão quase alcançando nada'. Dados do Institute for the Study of War (ISW) mostram que os ganhos territoriais russos despencaram em 2026: 573 km² conquistados no ano, contra 2.190 km² em 2025.
A ofensiva russa de primavera verão de 2026 foi praticamente paralisada. Em abril, a Rússia sofreu perda territorial líquida pela primeira vez em meses.