A Cardano estava notavelmente ausente da lista de parceiros, apesar de ser uma das principais blockchains de camada 1 BM. A Fundação Cardano não era parceira direta, mas sua parceira Brale — uma plataforma regulada de emissão de stablecoins que firmou parceria com a Fundação em novembro de 2025 — foi listada como parceira de lançamento CMMK. Isso deu à Fundação um ponto de apoio indireto, mas sem papel de governança ou participação nas receitas.
A pressão da Fundação por uma integração mais profunda foi desencadeada por críticas intensas da comunidade após a exclusão da Cardano se tornar pública MI. Em 3 de julho de 2026, a Fundação declarou que estava "explorando outras opções de integração" além do papel inicial da Brale e sinalizou que queria um envolvimento "mais profundo" CCMI.
A razão mais profunda para a ausência da Cardano remonta a falhas internas de governança. Charles Hoskinson vinculou diretamente a exclusão às votações de governança dos DReps (Representantes Delegados) que rejeitaram propostas de comercialização — incluindo o Orçamento de Integrações Críticas (CCI) necessário para financiar a infraestrutura de stablecoins BCB. Hoskinson argumentou que os participantes da governança não podem rejeitar propostas criadas para gerar oportunidades comerciais e depois reclamar por terem ficado de fora de um consórcio como o Open USD CB.
Uma ação de governança específica para um orçamento de ₳23 milhões (US$ 5,75 milhões) chamado "Critical Integrations V2" foi submetida em junho de 2026 para financiar exatamente o tipo de infraestrutura — incluindo suporte nativo a stablecoins, custódia e integrações de oráculos — que posicionaria a Cardano para ser membro do consórcio C. O primeiro orçamento de Integrações Críticas (CCI V1) já havia implantado com sucesso o USDCx da Circle, LayerZero, Pyth Network e Dune Analytics na Cardano IC, mas a continuação (V2) enfrentava um caminho incerto no processo de votação dos DReps.
Isso desloca o modelo econômico de "um emissor captura todo o float" para distribuir o float ao longo da cadeia de distribuição — carteiras, exchanges, processadores de pagamento e fintechs CA.
Desvantagem competitiva: Sem integração direta com o OUSD, os protocolos DeFi da Cardano não têm acesso à stablecoin de consórcio mais líquida, que pode se tornar o token dólar padrão para pagamentos e liquidação. A Cardano já tem o USDCx (stablecoin regulada da Circle, que capturou cerca de 36% do volume de stablecoins na Cardano até o primeiro trimestre de 2026) C, mas o modelo de compartilhamento de reservas do OUSD o torna mais atraente para grandes parceiros de distribuição.
Brale como uma ponte estreita: O caminho da Fundação por meio da Brale lhe dá algum acesso, mas a Brale é uma parceira de lançamento, não um membro do consórcio com poder de governança. A Fundação busca uma integração "mais profunda" precisamente porque o papel da Brale não confere direitos de compartilhamento de reservas ou governança CMM.
A governança cobra seu preço: As votações dos DReps que rejeitaram o financiamento da comercialização podem ter custado à Cardano a capacidade de apresentar um pedido de adesão crível ao consórcio. Se a Fundação não conseguir um assento direto, o DeFi da Cardano pode depender de pontes secundárias, em vez de ser um participante de primeira classe na rede de liquidez do OUSD.
Interoperabilidade da LayerZero como mitigação parcial: A atualização da Fundação de junho de 2026 destacou uma integração planejada com a LayerZero que conectará a Cardano a mais de 800 tokens em várias blockchains, com mais de US$ 75 bilhões em valor total garantido C. Isso poderia trazer o OUSD para a Cardano por meio de mensagens cross-chain, mesmo sem associação direta ao consórcio — mas não capturaria a economia de compartilhamento de reservas para os parceiros nativos da Cardano.
Conclusão: A Fundação Cardano está se esforçando para aprofundar seu relacionamento com o OUSD porque o impasse na governança interna a impediu de garantir a associação direta ao consórcio, e o modelo de compartilhamento de reservas do OUSD ameaça criar uma nova hierarquia competitiva em stablecoins, na qual blockchains sem assento perdem o acesso ao token dólar com a distribuição mais eficiente. O relacionamento com a Brale é uma tábua de salvação estreita, mas a linguagem pública da Fundação de "explorar outras opções de integração" sinaliza que ela sabe que o arranjo atual é insuficiente para as ambições DeFi da Cardano.