Oito tripulantes ficaram feridos no ataque — o maior número de baixas entre marítimos em um único incidente desde o início do conflito . Dois dos feridos, ambos cidadãos filipinos, foram repatriados posteriormente
. A tripulação foi evacuada da embarcação após o ataque para receber atendimento médico
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Autoridades dos EUA, citando inteligência americana, indicaram que a arma utilizada foi provavelmente um míssil de cruzeiro . O navio havia desligado seu transponder AIS antes de iniciar a travessia do estreito, uma medida de segurança comum em zonas de alto risco
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Em julho de 2026, a CMA CGM está inclinada a sucatear o San Antonio. Saadé disse a uma conferência de negócios no sul da França que os danos parecem além do reparo economicamente viável para uma embarcação de seu porte e idade . Uma decisão final não foi anunciada formalmente, mas o desmanche é descrito como o desfecho mais provável
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O ataque ao San Antonio não ocorreu de forma isolada. Ele é um ponto focal de uma crise muito maior que alterou fundamentalmente o cálculo de risco para o Estreito de Ormuz, por onde passam diariamente cerca de 20% do suprimento global de petróleo .
Os custos de seguro dispararam. Os prêmios de seguro de risco de guerra para uma única travessia saltaram de cerca de 0,001% do valor da embarcação antes da crise para até 4% para uma apólice de sete dias — um aumento de 4.000 vezes . Isso tornou o Estreito de Ormuz a via mais cara do mundo para segurar
. Grandes seguradoras marítimas, incluindo clubes P&I como Gard, Skuld e NorthStandard, cancelaram a cobertura de risco de guerra para o Golfo no início de março de 2026, forçando governos a atuarem como seguradores de última instância
. No final de junho, as exposições de seguros na região atingiram aproximadamente US$ 352 bilhões, provocando intervenção internacional com mais de US$ 40 bilhões em capacidade adicional
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O corredor de segurança liderado pelos EUA foi pausado. O ataque ao San Antonio ocorreu apenas dois dias após o lançamento do "Projeto Liberdade", um corredor de segurança marítima liderado pelos EUA que pretendia fornecer um guarda-chuva de proteção para navios mercantes que transitam pelo estreito . Pouco depois do ataque com míssil, o presidente Donald Trump anunciou uma "pausa" temporária do programa, levantando questões sobre a viabilidade de comboios escoltados sob ameaça ativa
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Redirecionamento e interrupção do comércio. O efeito cumulativo dos ataques com mísseis, ameaças de minas, implantações navais e custos proibitivos de seguro reduziu drasticamente o tráfego comercial através do estreito . Os navios estão cada vez mais desviando pelo Cabo da Boa Esperança ou buscando rotas alternativas, adicionando semanas de tempo de trânsito e custos extras estimados em US$ 2–3 milhões para um navio porta-contêineres padrão de 8.000 TEUs
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Impacto econômico global. A crise transformou o Estreito de Ormuz de uma artéria comercial crítica em um ponto de pressão financeira importante. Um fechamento completo do estreito, retirando cerca de 20% do suprimento global de petróleo do mercado, poderia elevar o preço médio do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para US$ 98 por barril e reduzir o crescimento do PIB real global em 2,9 pontos percentuais anualizados no segundo trimestre de 2026, de acordo com um modelo do Federal Reserve Bank de Dallas . Estima-se que apenas o risco de guerra esteja adicionando dezenas de bilhões de dólares em custos anuais ao comércio global
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