ClickFix é uma técnica de engenharia social que engana os usuários para que eles mesmos copiem e colem comandos maliciosos no terminal do computador, geralmente disfarçados como prompts de solução de problemas, como CAPTCHAs falsos ou mensagens de erro . Ela surgiu com destaque por volta do final de 2023 e início de 2024 e cresceu mais de 500% na primeira metade de 2025, tornando-se o segundo vetor de ataque mais comum globalmente, atrás apenas do phishing .
De acordo com a empresa de segurança cibernética Huntress, o ClickFix foi responsável por mais de 53% de toda a atividade de carregamento de malware em 2025 . Múltiplas fontes descrevem isso como "mais da metade" dos ataques de entrega de malware naquele ano . A técnica evoluiu para pelo menos seis variantes distintas, mirando Windows, macOS e Linux, e entregando desde ladrões de informações (infostealers) até carregadores de ransomware .
O Paste Protect combina duas camadas complementares que bloqueiam ataques baseados em clipboard em diferentes pontos:
Proteção contra Sequestro (Hijack Protection, recurso existente) – Esta camada, introduzida em 2021, impede que aplicativos externos troquem silenciosamente o conteúdo da área de transferência por algo prejudicial . Por exemplo, ela impede que um aplicativo em segundo plano substitua o endereço de uma carteira de criptomoedas ou um número de conta bancária copiado por um malicioso .
Proteção contra Injeção (Injection Protection, novo) – Esta é a adição principal para combater ataques ClickFix. Ela monitora a atividade da área de transferência em tempo real em busca de comandos potencialmente maliciosos que o usuário copiou ou que um site colocou no clipboard . O recurso usa técnicas de detecção especificamente adaptadas para Windows, macOS e Linux para identificar padrões associados a scripts e comandos de shell maliciosos . Se uma ameaça é detectada, a ação de copiar é bloqueada imediatamente .
Quando o Paste Protect detecta um ataque baseado em clipboard, o navegador responde com vários indicadores visuais:
Para desenvolvedores que trabalham com fontes de comando confiáveis, o recurso pode ser desativado ou sites específicos podem ser colocados em uma lista de permissões (whitelist) nas configurações .
A alegação da Opera se baseia em três diferenças principais :
Implementação nativa no nível da área de transferência – Ao contrário de extensões de terceiros ou softwares antivírus que verificam depois, o Paste Protect é construído diretamente no navegador, interceptando a atividade do clipboard antes que um comando malicioso chegue ao terminal .
Bypass de engenharia social – Ataques ClickFix burlam defesas tradicionais de forma única porque o próprio usuário copia e cola o comando malicioso voluntariamente, tornando essencial uma detecção comportamental focada no usuário . A abordagem da Opera interrompe o ataque no clipboard, o último ponto antes da execução .
Ativado por padrão em todas as plataformas – O recurso já vem ativado de fábrica e funciona em Windows, macOS e Linux sem qualquer configuração ou instalação por parte do usuário .
O Paste Protect está disponível imediatamente como uma atualização gratuita para todos os usuários do navegador Opera para desktop . Ele já está embutido no navegador, ativado por padrão e não requer nenhuma ação do usuário para começar a funcionar . O recurso foi lançado como parte da versão 134 do Opera Desktop, com registros de alterações confirmando a implementação do serviço de Proteção contra Injeção, correspondência de padrões e interceptação da API de clipboard .