Uma alegação específica que circula nas discussões do setor é que o Spotify removeu mais de 500 mil streams do hit nº 1 'Earrings', de Malcolm Todd, após preocupações com fraude levantadas na Kalshi. Essa alegação é apenas parcialmente apoiada pelas fontes aqui revisadas. Embora haja evidências claras de que redes de bots sofisticadas podem gerar de 100 mil a 500 mil streams fraudulentos por dia para uma única faixa , e que o Spotify tenha intensificado o combate à fraude de streaming em 2026 — cobrando das distribuidoras uma taxa de US$ 10 por faixa com fraude detectada e aplicando um mínimo de 1.000 streams antes do acúmulo de royalties
— nenhuma fonte de alta autoridade (como Billboard, Variety, Music Business Worldwide ou um anúncio oficial do Spotify) confirma explicitamente a remoção específica de mais de 500 mil streams de 'Earrings' ou uma ligação direta com os traders da Kalshi. O histórico de charts do Spotify para a faixa no Kworb.net mostra dados de rastreamento em tempo real, mas é um rastreador de terceiros
. O contexto geral dos esforços de remoção de fraudes do Spotify é real, mas o incidente específico carece de confirmação direta e de alta autoridade.
Por volta de 5 de junho de 2026, Mark Kratter, um músico e advogado independente de Connecticut, entrou com um processo contra o Spotify no Tribunal Superior de Connecticut (Stamford) . A queixa alega que as mudanças nas regras do Spotify em março de 2026 — descritas como "regras opacas e critérios de filtragem não divulgados" — prejudicam desproporcionalmente os artistas independentes, suprimem sua visibilidade e apagam o engajamento legítimo dos ouvintes
. Kratter alega que os próprios dados CSV do Spotify mostram "padrões de ouvintes impossíveis", incluindo contagens de ouvintes idênticas em catálogos e salvamentos que excedem o número de ouvintes
. O Los Angeles Times cobriu o processo em 9 de junho de 2026, confirmando as alegações centrais
.
Uma alegação na consulta original — de que o Spotify teria feito uma jogada legal para transferir o processo de Kratter para a justiça federal — não é apoiada pelas fontes examinadas. As reportagens disponíveis (LA Times, IssueWire, PlaylistPartner) não descrevem um procedimento de remoção . É possível que essa alegação confunda o caso Kratter com outro processo: uma ação coletiva separada (o caso Collins/RBX) acusando o Spotify de impulsionar artificialmente os streams de Drake foi arquivada na justiça federal e foi julgada improcedente em 22 de junho de 2026
. Uma pesquisa nos registros do tribunal ou uma cobertura especializada em direito musical esclareceria se existe alguma moção de remoção.
A descoberta mais confiavelmente citável é o volume de US$ 400 milhões+ nos mercados de música da Kalshi. A história da remoção de streams de Malcolm Todd e a alegação de transferência federal do caso Kratter se beneficiariam de uma verificação adicional em fontes primárias.