O relatório será formalmente apresentado aos governos no Diálogo Global inaugural sobre Governança de IA, em Genebra, nos dias 6 e 7 de julho de 2026 .
A análise do painel se concentra em vários riscos específicos e baseados em evidências da IA de uso geral:
Dano catastrófico. O painel alerta que "não há garantia" de que sistemas de IA cada vez mais capazes não causarão danos catastróficos se não forem controlados . Avanços nas capacidades científicas da IA aumentaram as preocupações com o uso indevido, particularmente no desenvolvimento de armas biológicas. Várias empresas de IA optaram por lançar novos modelos em 2025 com salvaguardas adicionais depois que testes de pré-implantação não conseguiram descartar a possibilidade de que eles pudessem ajudar significativamente novatos a desenvolver tais armas .
Comportamento enganoso da IA. O Conselho Consultivo Científico da ONU define o engano por IA como um sistema que engana pessoas ou outros sistemas sobre o que sabe, pretende ou pode fazer — distinto de erros comuns ou alucinações . Evidências desse comportamento já apareceram em sistemas de IA amplamente utilizados, e espera-se que o risco cresça à medida que a IA se torna mais capaz, mais autônoma e mais incorporada na tomada de decisões do dia a dia .
Erosão da integridade da informação. O relatório aponta a fabricação e manipulação de áudio e vídeo habilitadas por IA como uma ameaça direta à integridade da informação, alimentando a polarização e minando a confiança no discurso público .
Danos à saúde mental e ao bem-estar. Vários danos da IA de uso geral já estão bem estabelecidos. Estes incluem golpes, imagens íntimas não consensuais (NCII) e material de abuso sexual infantil (CSAM) — todos os quais prejudicam diretamente a saúde mental .
Riscos de cibersegurança e fraude. Abordagens padronizadas permanecem limitadas para avaliar ameaças de cibersegurança e prevenção de fraudes relacionadas à IA, deixando uma lacuna crítica nas capacidades defensivas .
O relatório destaca um problema estrutural fundamental: a IA está avançando mais rápido do que a ciência e a regulação, e atualmente não existem funções institucionais internacionais autoritativas para avaliar independentemente os riscos da IA . A maioria dos países não tem capacidade para avaliar modelos avançados de IA, ampliando a lacuna entre um punhado de estados e empresas com capacidades de IA e o resto do mundo .
Essa lacuna não é hipotética. O relatório observa que os formuladores de políticas enfrentam um dilema crescente: eles precisam de evidências científicas para governar a IA, mas suas capacidades estão ultrapassando a própria ciência .
O painel é explicitamente modelado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) . Este modelo ciência-política significa que os governos ajudam a definir as perguntas que o painel examina, mas os cientistas mantêm total responsabilidade por avaliar as evidências, redigir relatórios e preservar a integridade das conclusões científicas .
Detalhes estruturais importantes:
O primeiro relatório anual será formalmente apresentado no Diálogo Global inaugural sobre Governança de IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho de 2026 . O Diálogo Global foi estabelecido junto com o painel pela resolução A/RES/79/325 da Assembleia Geral da ONU como uma plataforma envolvendo governos e todas as partes interessadas relevantes para discutir a governança da IA . Seu mandato inclui superar as divisões da IA, capacitação e passar de políticas fragmentadas para estruturas internacionais mais coerentes .
O relatório é deliberadamente não prescritivo: ele não recomenda políticas ou regulamentações específicas . Seu poder reside em estabelecer uma base de evidências crível, independente e internacionalmente aceita que governos, reguladores e o público possam usar para tomar decisões informadas sobre o risco da IA . Como afirmou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o mundo precisa urgentemente de "um entendimento global e compartilhado da inteligência artificial; baseado não em ideologia, mas na ciência; não em notícias falsas, mas no conhecimento" .
O relatório será formalmente apresentado aos governos no Diálogo Global inaugural sobre Governança de IA, em Genebra, nos dias 6 e 7 de julho de 2026 .
A análise do painel se concentra em vários riscos específicos e baseados em evidências da IA de uso geral:
Dano catastrófico. O painel alerta que "não há garantia" de que sistemas de IA cada vez mais capazes não causarão danos catastróficos se não forem controlados . Avanços nas capacidades científicas da IA aumentaram as preocupações com o uso indevido, particularmente no desenvolvimento de armas biológicas. Várias empresas de IA optaram por lançar novos modelos em 2025 com salvaguardas adicionais depois que testes de pré-implantação não conseguiram descartar a possibilidade de que eles pudessem ajudar significativamente novatos a desenvolver tais armas .
Comportamento enganoso da IA. O Conselho Consultivo Científico da ONU define o engano por IA como um sistema que engana pessoas ou outros sistemas sobre o que sabe, pretende ou pode fazer — distinto de erros comuns ou alucinações . Evidências desse comportamento já apareceram em sistemas de IA amplamente utilizados, e espera-se que o risco cresça à medida que a IA se torna mais capaz, mais autônoma e mais incorporada na tomada de decisões do dia a dia .
Erosão da integridade da informação. O relatório aponta a fabricação e manipulação de áudio e vídeo habilitadas por IA como uma ameaça direta à integridade da informação, alimentando a polarização e minando a confiança no discurso público .
Danos à saúde mental e ao bem-estar. Vários danos da IA de uso geral já estão bem estabelecidos. Estes incluem golpes, imagens íntimas não consensuais (NCII) e material de abuso sexual infantil (CSAM) — todos os quais prejudicam diretamente a saúde mental .
Riscos de cibersegurança e fraude. Abordagens padronizadas permanecem limitadas para avaliar ameaças de cibersegurança e prevenção de fraudes relacionadas à IA, deixando uma lacuna crítica nas capacidades defensivas .
O relatório destaca um problema estrutural fundamental: a IA está avançando mais rápido do que a ciência e a regulação, e atualmente não existem funções institucionais internacionais autoritativas para avaliar independentemente os riscos da IA . A maioria dos países não tem capacidade para avaliar modelos avançados de IA, ampliando a lacuna entre um punhado de estados e empresas com capacidades de IA e o resto do mundo .
Essa lacuna não é hipotética. O relatório observa que os formuladores de políticas enfrentam um dilema crescente: eles precisam de evidências científicas para governar a IA, mas suas capacidades estão ultrapassando a própria ciência .
O painel é explicitamente modelado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) . Este modelo ciência-política significa que os governos ajudam a definir as perguntas que o painel examina, mas os cientistas mantêm total responsabilidade por avaliar as evidências, redigir relatórios e preservar a integridade das conclusões científicas .
Detalhes estruturais importantes:
O primeiro relatório anual será formalmente apresentado no Diálogo Global inaugural sobre Governança de IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho de 2026 . O Diálogo Global foi estabelecido junto com o painel pela resolução A/RES/79/325 da Assembleia Geral da ONU como uma plataforma envolvendo governos e todas as partes interessadas relevantes para discutir a governança da IA . Seu mandato inclui superar as divisões da IA, capacitação e passar de políticas fragmentadas para estruturas internacionais mais coerentes .
O relatório é deliberadamente não prescritivo: ele não recomenda políticas ou regulamentações específicas . Seu poder reside em estabelecer uma base de evidências crível, independente e internacionalmente aceita que governos, reguladores e o público possam usar para tomar decisões informadas sobre o risco da IA . Como afirmou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o mundo precisa urgentemente de "um entendimento global e compartilhado da inteligência artificial; baseado não em ideologia, mas na ciência; não em notícias falsas, mas no conhecimento" .