A abordagem anterior exigia a remoção da dura-máter. Em procedimentos anteriores — incluindo o primeiro implante humano em Noland Arbaugh, em janeiro de 2024 — os cirurgiões precisavam abrir um pequeno disco tanto do crânio quanto da dura-máter para expor a superfície do cérebro antes de inserir os fios de eletrodo . Esse método aumentava a complexidade e os riscos da cirurgia.
A nova técnica transdural. O robô cirúrgico R1 redesenhado agora empurra os fios de eletrodo ultrafinos e flexíveis da Neuralink diretamente através da dura-máter até o córtex, mantendo a membrana protetora completamente intacta . O robô usa agulhas de corte a laser (mais finas que um fio de cabelo) fabricadas internamente por ablação a laser, permitindo inserções padronizadas e repetíveis .
Capacidades do robô. O robô R1 de próxima geração pode inserir fios a uma taxa de um a cada 1,5 segundos, com profundidades de inserção que excedem 50 mm — o suficiente para alcançar praticamente qualquer região do cérebro . Em 7 de maio de 2026, a Neuralink anunciou que o robô agora pode colocar eletrodos em áreas do cérebro relevantes para doenças como Parkinson, epilepsia e depressão, não apenas no córtex motor .
Menos trauma cerebral. Manter a dura-máter intacta elimina a necessidade de romper a principal barreira protetora do cérebro, reduzindo o risco de infecção, inflamação e vazamento de líquido cefalorraquidiano . A Neuralink afirmou que isso potencialmente significa "uma cirurgia mais segura e mais repetível" .
Recuperação mais rápida. Espera-se que um procedimento minimamente invasivo que evita a remoção da dura-máter reduza o tempo de internação e acelere a cicatrização pós-operatória .
Soluciona uma falha anterior. Durante o primeiro implante humano da Neuralink, alguns fios de eletrodo se retraíram do cérebro semanas após a cirurgia — provavelmente porque a dura-máter, uma vez cortada e não selada completamente, exercia forças de deslocamento sobre os fios . A passagem dos fios através da dura-máter intacta pode estabilizar mecanicamente os eletrodos e evitar a retração .
Escalabilidade para produção em alto volume. Musk afirmou em dezembro de 2025 que a Neuralink começaria a "produção em alto volume" de dispositivos BCI em 2026 com um procedimento cirúrgico quase totalmente automatizado, e que a inserção transdural era o principal facilitador . A empresa já expandiu para 7 receptores de implantes em seu ensaio clínico PRIME em março de 2026 .
Expandindo além da restauração motora. Com o acesso do robô a qualquer região do cérebro, o pipeline da Neuralink agora inclui alvos como o córtex da fala (permitindo comunicação para pacientes com síndrome do encarceramento), doença de Parkinson, epilepsia e depressão resistente ao tratamento .
Caminho para a automação. A inserção transdural é a etapa manual mais difícil — provar que o robô pode perfurar a dura-máter de forma confiável com precisão de mícrons remove uma barreira importante para um fluxo de trabalho cirúrgico totalmente automatizado .
O anúncio de 1º de julho de 2026 da Neuralink foi feito por meio de uma postagem no LinkedIn e relatos da imprensa, ainda não em um periódico revisado por pares ou em um registro da FDA . A verificação independente dos dados de segurança e eficácia está pendente.
Passar eletrodos através da dura-máter não é totalmente novo na neurocirurgia — eletrodos de profundidade de eletroencefalografia estereotáxica (sEEG) são colocados de forma transdural há décadas, com baixas taxas de complicações . O avanço reivindicado pela Neuralink é a combinação de fios ultrafinos e flexíveis, alta contagem de canais (até 3.072 eletrodos) e inserção totalmente robótica através da dura-máter intacta .
Dados de longo prazo sobre estabilidade dos fios, resposta imunológica e resultados funcionais do procedimento transdural ainda não foram publicados.
A abordagem anterior exigia a remoção da dura-máter. Em procedimentos anteriores — incluindo o primeiro implante humano em Noland Arbaugh, em janeiro de 2024 — os cirurgiões precisavam abrir um pequeno disco tanto do crânio quanto da dura-máter para expor a superfície do cérebro antes de inserir os fios de eletrodo . Esse método aumentava a complexidade e os riscos da cirurgia.
A nova técnica transdural. O robô cirúrgico R1 redesenhado agora empurra os fios de eletrodo ultrafinos e flexíveis da Neuralink diretamente através da dura-máter até o córtex, mantendo a membrana protetora completamente intacta . O robô usa agulhas de corte a laser (mais finas que um fio de cabelo) fabricadas internamente por ablação a laser, permitindo inserções padronizadas e repetíveis .
Capacidades do robô. O robô R1 de próxima geração pode inserir fios a uma taxa de um a cada 1,5 segundos, com profundidades de inserção que excedem 50 mm — o suficiente para alcançar praticamente qualquer região do cérebro . Em 7 de maio de 2026, a Neuralink anunciou que o robô agora pode colocar eletrodos em áreas do cérebro relevantes para doenças como Parkinson, epilepsia e depressão, não apenas no córtex motor .
Menos trauma cerebral. Manter a dura-máter intacta elimina a necessidade de romper a principal barreira protetora do cérebro, reduzindo o risco de infecção, inflamação e vazamento de líquido cefalorraquidiano . A Neuralink afirmou que isso potencialmente significa "uma cirurgia mais segura e mais repetível" .
Recuperação mais rápida. Espera-se que um procedimento minimamente invasivo que evita a remoção da dura-máter reduza o tempo de internação e acelere a cicatrização pós-operatória .
Soluciona uma falha anterior. Durante o primeiro implante humano da Neuralink, alguns fios de eletrodo se retraíram do cérebro semanas após a cirurgia — provavelmente porque a dura-máter, uma vez cortada e não selada completamente, exercia forças de deslocamento sobre os fios . A passagem dos fios através da dura-máter intacta pode estabilizar mecanicamente os eletrodos e evitar a retração .
Escalabilidade para produção em alto volume. Musk afirmou em dezembro de 2025 que a Neuralink começaria a "produção em alto volume" de dispositivos BCI em 2026 com um procedimento cirúrgico quase totalmente automatizado, e que a inserção transdural era o principal facilitador . A empresa já expandiu para 7 receptores de implantes em seu ensaio clínico PRIME em março de 2026 .
Expandindo além da restauração motora. Com o acesso do robô a qualquer região do cérebro, o pipeline da Neuralink agora inclui alvos como o córtex da fala (permitindo comunicação para pacientes com síndrome do encarceramento), doença de Parkinson, epilepsia e depressão resistente ao tratamento .
Caminho para a automação. A inserção transdural é a etapa manual mais difícil — provar que o robô pode perfurar a dura-máter de forma confiável com precisão de mícrons remove uma barreira importante para um fluxo de trabalho cirúrgico totalmente automatizado .
O anúncio de 1º de julho de 2026 da Neuralink foi feito por meio de uma postagem no LinkedIn e relatos da imprensa, ainda não em um periódico revisado por pares ou em um registro da FDA . A verificação independente dos dados de segurança e eficácia está pendente.
Passar eletrodos através da dura-máter não é totalmente novo na neurocirurgia — eletrodos de profundidade de eletroencefalografia estereotáxica (sEEG) são colocados de forma transdural há décadas, com baixas taxas de complicações . O avanço reivindicado pela Neuralink é a combinação de fios ultrafinos e flexíveis, alta contagem de canais (até 3.072 eletrodos) e inserção totalmente robótica através da dura-máter intacta .
Dados de longo prazo sobre estabilidade dos fios, resposta imunológica e resultados funcionais do procedimento transdural ainda não foram publicados.